segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Meu Candidato a Presidente nos Estados Unidos

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Quando eu digo que torço para o Manchester United com o mesmo fervor que torço para o Flamengo, as pessoas costumam dizer: "mas você não é inglês, você é brasileiro, não deve torcer para time estrangeiro".

Mas por que a minha torcida deve se limitar ao meu país de origem? Por que eu não posso torcer ou admirar um time de futebol ou país mais do que eu admiro o meu próprio país ou o time de futebol da minha terra? Por que meus gostos tem de ser limitados ao local em que eu nasci. Caso fosse isso, por que deveríamos crer em Jesus Cristo que não nasceu no Brasil? Será que eu não deveria torcer contra o Hitler nas eleições de 1933, se eu estivesse vivo na época, porque era um assunto alemão? Não deveria torcer por Nelson Mandela, nem por Gandhi? Se sou do Ceará ou do Rio de Janeiro não posso torcer contra o Sarney no Maranhão? Não posso ser contra Fidel Castro, Ahmadinejad do Irã, Kim Jong-il da Coréia do Norte, nem Robert Mugabe do Zimbábue?



Dito isso, eu que não sou eleitor nos Estados Unidos, estou acompanhando os debates e as notícias sobre as eleições presidenciais que vão ocorrer no próximo ano neste país. Obama vai disputar com um candidato do Partido Republicano. Atualmente há oito na disputa para saber quem enfrentará Obama dentro do partido. Dentre eles, seu eu fosse eleitor por lá, já tinha decidio por um candidato, ele se chama Rick Santorum (foto acima)

Ele tem ido muito bem nos debates, com reconhecimento dos próprios adversários e dos jornalistas, como já mostrei aqui no blog (aqui e aqui), é um candidato conservador nas suas idéias, como deve ser um membro do Partido Republicano (é contra o aborto, o casamento gay, e valoriza a liberdade na economia), e tem boas idéias para a crise financeira.

Mas ele não está bem nas pesquisa. Quais são os problemas que ele enfrenta? Bom, primeiro, ele estava fora da política, é um ex-senador, depois é Católico (os americanos só elegeram em um Católico na história, John Kennedy), e mais importante, não ele não tem dinheiro para a campanha mais cara do mundo.

Eu já mostrei um vídeo dele, que mostra como ele está se virando para apresentar suas propostas (cliquem aqui).

Abaixo, vai o último vídeo da campanha dele. Neste vídeo, que é emocionante, Santorum fala de sua filha, que nasceu com uma síndrome semelhante a de Down, e os médicos disseram que ela iria morrer em poucos dias. Santorum e sua esposa levaram sua filha para casa, para "morrer em casa", mas ela sobreviveu. Ele não reconhece que a sua filha seja "inválida" (disabled), como as pessoas dizem.



Os Católicos que detestam Obama estão vacilando em escolher Santorum, porque pensam que ele não irá resolver o principal problema: derrotar Obama. Eles pensam que os eleitores independentes não votariam em um Católico e sem muita experiência.  Há outro Católico concorrendo que tem muito mais experiência: Newt Gingrich, ex-presidente do Congresso no governo Clinton.

Mas pelo o que eu vi nos debates, nas entrevistas e nos vídeos de campanha entre os candidatos republicanos, meu voto seria de Santorum. Se eu fosse eleitor, faria campanha para ele. Não voto olhando pesquisas. No Brasil, em 1989, as pesquisas apontavam Collor e Lula na frente, todos diziam que dever-se-ia escolher um para evitar o outro, meu voto foi para Covas, nenhum dos dois que estavam à frente das pesquisas me convencia, e acabaram mostrando, quando assumiram a presidência, que eu tinha razão.


(Agradeço o vídeo de campanha de Santorum ao blog Creative Minority Report).

domingo, 30 de outubro de 2011

Nesta Escola, Eu Queria Estudar.

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Em 2008, o presidente da American Chesterton Society, Dale Ahlquist, e Tom Bengston fundaram a Chesterton Academy, uma escola ginasial e faculdade (High School e Faculty), em Minneapolis (Estados Unidos). Inicialmente,  a escola teve apenas 10 alunos, hoje tem mais de 60.

Nesta escola, eu realmente queria ter estudado, pergunto-me quanto tempo eu teria poupado de minha vida acadêmica se eu tivesse aprendido no ginásio, o que hoje eu luto para ter tempo para aprender. A minha vida na escola foi péssima em termos de aprendizado para me tornar um profissional que sabia o que estava fazendo. A minha escola nunca incentivou a leitura de qualquer livro que me desse uma explicação da importância das disciplinas na minha vida, e eu saí da faculdade de economia sem ter a mais tenra idéia da base filosófica do curso. Tive três disciplinas de marxismo na faculdade que não ensinaram nem economia nem muito menos quem é o ser humano. Só depois do doutorado, e de ter um emprego estável, foi quando eu pude nas horas vagas me dedicar  a leituras que explicam o que eu estudo desde a escola primária.

Pergunto-me também onde se conseguiria os professores se fosse montada um Chesterton Academy no Brasil. Sem falar na reação dos sindicatos e do governo contra a escola.

No Brasil, quando se discute melhorias no ensino, geralmente sugere-se foco na meritocracia, aprimoramento dos professores e um currículo escolar menor. Eu estou plenamente de acordo que é preciso reforçar o mérito nas escolas tanto para alunos como para professores, mas falta ainda dizer que é preciso ensinar a base filosófica da humanidade,  por que os alunos estão estudando aquelas disciplinas, quais são os princípios que as determinam, qual é relação filosófica entre as disciplinas de estudo e esclarecer que fé e razão não são inimigas. Sem falar da importância de se cuidar das almas dos estudantes.



Vou traduzir em azul aqui partes do texto sobre a Chesterton Academy que eu li na revista Gilbert Magazine, para vocês terem uma idéia do que falo. O artigo é de Emily de Rotstein.

Há mais de um século GK Chesterton disse que a educação estava em declínio e desarranjo e que todo mundo sabia disso. O impressionante é que as escolas estavam naquele tempo muito melhor do que elas estão agora. A maioria dos estudantes estudava Latim e os Clássicos. Eles eram bem versados em Homero, Dante e Shakespeare. Eles podiam escrever ensaios coerentes com boa gramática e sofisticadas alusões literárias. Eles podiam resolver problemas complexos de matemática no papel, ou mesmo mentalmente, que fariam os estudantes de hoje procurar as calculadoras.

A possibilidade de incutir conhecimentos gerais nos estudantes de hoje está prejudicada pela tendência de  forte especialização, os estudantes tem o foco estreito desde cedo. Se um estudante mostra tendência para humanidades, ele é completamente afastado das ciências e vice versa. As matérias estão ficando cada vez mais fragmentadas e os estudantes estão aprendendo cada vez menos.

Infelizmente, nossas escolas sofrem de sérios problemas que vão além do currículo. Nós temos saído de um ensino em que a moral está ausente para um que ataca a própria moral. Pode-se perguntar se Chesterton teria imaginado uma escola com detector de metais na porta  e com distribuição de contraceptivos.

Ao invés de ficar sentado reclamando sobre este problemas nas escolas, dois homens decidiram que tinham de fazer algo. Eles tinham toda a motivação que eles precisavam: eles eram pais.

Dale Ahlquist, presidente da Sociedade Chesterton Americana, e o microempresário, Tom Bengston fundaram uma nova escola. Como Católicos, eles sabiam que acima de tudo o ensino deve ter a fé como fundamento, que todo conhecimento deve ter uma ponto de referência eterno e que toda verdade está conectada com a Verdade. Eles também sabiam que eles queriam restaurar os estudos clássicos e criar um currículo integrado, para que os estudantes aprendessem a serem pensadores completos (e escreverem com sentenças completas). Eles também queriam contra-atacar a tendência cultural que é contra a vida e a família. Além disso, eles queriam resolver um dos problemas mais escandalosos da educação moderna: a catástrofe dos custos. A Chesterton Academy foi o resultado disto.

A escola abriu suas portas no outono de 2008 com apenas 10 estudantes; no ano seguinte tinha 20; no ano passado, 42, e neste ano, mais de 60. A escola tem chamado atenção nacionalmente e mesmo internacionalmente. Pessoas de todo mundo têm procurado contato porque querem montar escolas similares. Nós queremos ajudá-las.

E qual é o modelo de ensino da Chesterton Academy? Ele começa com um currículo integrado clássico. Com risco de esquecer alguém, veja aqui alguns nomes que os estudantes encontram nesta parte: Homero, Platão, Aristóteles, Euclides, Virgílio, Dante, Chaucer, Shakespeare, São Francisco de Assis, São Tomás de Aquino, St. Teresa Dávila, Dostoyevsky,...e G.K. Chesterton. Eles estudam o Velho Testamento, o Novo Testamento, o Catecismo da Igreja Católica, com a ajuda de alguns padres. História, literatura, filosofia e teologia são encadeadas conjuntamente. As ciências e as humanidades estão intimamente conectadas, da maneira que a lógica matemática é vista no estudo de filosofia e a teologia é estudada em ciências. Fé e Razão se encontram todas as aulas. Ênfase idêntica é dada para as artes, todo estudante aprende a desenhar, pintar, cantar em um coral, representar, a discursar e debater. E aprender Latim ajuda-os a aprender Inglês. Cada ano de estudo é construído sobre o que foi ensinado no ano anterior.

Todo dia, as aulas começam com uma missa e o calendário escolar inclui peregrinações religiosas, retiros espirituais para a faculdade, atividades em defesa da vida e palestras de pessoas ilustres.

A responsabilidade última da Academia é dos pais, os administradores confiam pesadamente na participação deles na escola. 

Como nós fazemos isso? Nós temos um claro entendimento do que nós queremos. Nós sabemos que nada é mais importante que a alma de nossos filhos. Nós sabemos que quaisquer coisas que fizermos deve ser para a glória de Deus.

Como nós nos sustentamos? Nós temos um compromisso com a frugalidade. Nós não gastamos o dinheiro que nós não temos. Nós temos voluntários, professores de tempo integral e professores que são de apenas um período. E também convidamos recém graduados para ensinar no programa "Ensine para Cristo", eles aprendem a ensinar, ensinando.

Nós alugamos um espaço de uma escola no subúrbio de Minneapolis e também descobrimos que um laboratório pode ser montado gastando-se centenas e não milhares de dólares. 

O que temos pela frente? Nosso plano é desenvolver livros-textos e planos de ensino que podem ser usadas por outras escolas no país, incluindo escolas em casa (home schools). Livros-textos não precisam pesar 40 libras e custar 200 dólares cada. E eles não precisam ser ausentes de Deus. 

Nós também começamos a ter aulas noturnas (Chesterton University!) que não apenas proporciona enriquecimento para adultos mas uma receita extra para a escola e a faculdade. 

Nós mantemos o preço do curso baixo, mas conseguimos dar ajuda de custo para aqueles que realmente precisam. Também recebemos doações.

Somos completamente independentes, nós não recebemos ajuda do Estado ou da Igreja. Esta independência nos dá liberdade para montarmos o currículo que desejamos.

sábado, 29 de outubro de 2011

Acabou a Boca livre para os Ocupantes de Wall Street

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O jornal New York Post anunciou hoje que os cozinheiros que fazem comida de graça para Ocupantes de Wall Street em Nova Iorque se rebelaram. É uma revolucão dentro da suposta revolução.  Eles dizem que cada vez mais gente, inclusive criminosos está descendoo para aproveitar a boca livre e estão sobrecarregados, trabalhando 18 horas por dia. Agora o cardápio vai mudar, será servido apenas arroz marrom e mais uma porção de algo bem espartano. Até agora era espaguete bolognesa, franco, carne, vegetais e leite. E também dirão para mendigos, vagabundos, andarilhos e criminosos onde eles podem conseguir sopa de graça.
Para mostrar descontentamento, os cozinheiros pararam de servir por duas horas ontem, para que eles fossem ouvidos. É a greve dentro da greve.

Um dos cozinheiros disse que é preciso limitar a comida em disponibilidade. E outro disse que é preciso evitar a presença de mendigos. Começou o capitalismo dentro do movimento socialista, nem tudo é para todos.

Eles já começam a policiar a praça em que se encontram. É a criação do Estado. Mulheres estão abandonando os Ocupantes por falta de segurança. Há relatos de brigas e estupros.  Entre todos os manifestantes dos Estados Unidos, mais de 2700 pessoas já foram presas.

Tudo isso serve apenas para mostrar mais uma vez a estupidez da plataforma política dos Ocupantes de Wall Street.




(Agradeço ao blog American Catholic pela dica do texto no New York Post)

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Europa - Contágio Financeiro Sempre

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Ontem, o New York Times mostrou a estrutura de contágio financeiro que vem da Europa, vejam parte da apresentação acima, em que quanto mais colorido mais problemático é o país no momento. Quanto mais grossa é a seta mais o país carrega risco financeiro para o outro. Por exemplo, uma crise na Itália derrubaria a França pois muitos bancos franceses compraram títulos provenientes da Itália. Mas o Japão não seria tão prejudicado diretamente.

O acordo financeiro fechado ontem, para pelo menos resolver a dívida grega, ainda carece de detalhes e isto tem trazido muita apreensão no mercado financeiro. Hoje, a Itália vendeu títulos, mas o mercado pediu uma taxa de juros muito alta, a mais alta para títulos italianos desde 2000, isto reflete esta apreensão.

O site EU Referendum traz importantes textos de críticos ao acordo. Como este de Ambroise Evans-Pritchard, este de Simon Heffer, e este do Mail On line. Um que gostei muito fala a opinião do executivo Simon Henry, da Shell, a maior empresa da Europa. Ele disse (traduzo em azul):

Europe’s macroeconomic position can only recover, and the sovereign debt crisis can only be addressed, through underlying economic growth and we do not see the European Union creating the conditions for that - in fact quite the opposite.

Most moves made by the [European] Commission, one way or the other, tend to almost, either directly or indirectly, reduce competitiveness of European industry. So that’s more of a concern to us in the medium and long term than the sovereign debt crisis.”

(A posição macroeconômica da Europa pode apenas se recuperar, e a dívida de crise soberana pode apenas ser resolvida, através do crescimento econômico e nós não vemos a União Européia criando condições para isto, pelo contrário. A maioria das políticas econômicas que provém da Comissão Européia, de uma maneira ou de outra, tendem para, direta ou indiretamente, reduzir a competitividade da indústria na Europa. Assim esta é uma preocupação que nos preocupa no médio e longo prazo muito mais do que a crise da dívida).

Para mim, assim como para Richard North do site EU Referendum, a Europa não se sustenta enquanto tentar manter países tão diferentes com uma moeda única. A idéia de resolver isso por meio da criação de uma Federação de Estados Europeus gerida por um governo único para todos os países, no entanto, irá acabar com o resto de democracia da região, gerará um gobverno autoritário e não trará paz. A única chance é a União Européia soltar os controles sobre os países e eliminar o euro. Entregando de volta os poderes políticos e finaceiros aos países.

Do jeito que está, a Europa sempre será um grande risco de contágio financeiro, até o ponto em que não terá mais importância para o mercado mundial, porque perdeu completamente a competitividade.


quinta-feira, 27 de outubro de 2011

O Irã e os Ocupantes de Wall Street.

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O que tem a ver o Irã com os Ocupantes de Wall Street? Como mostrado aqui em três partes (aqui, aqui e aqui), os Ocupantes de Wall Street são basicamente socialistas, anti-americanos, anti-semitas e até anti-cristãos. No começo, havia gente que foi às ruas para atacar o mercado financeiro de Wall Street, que supostamente, estava provocando a crise econômica, mas agora eles são basicamente aquelas quatro coisas. Hoje saiu a notícia que mais de 2.500 ocupantes já foram presos por arruaça, desordem, etc, nos Estados Unidos. A situação é crítica nos dois estrados americanos mais tradicionalmente de esquerda (Nova Iorque e Califórnia).

Voltando à pergunta inicial, se os ocupantes são socialistas, anti-americanos, anti-semitas e anti-cristãos, o que está de acordo com o Irã? Muita coisa, como as três últimas qualidades. Mas nenhum ocupante gostaria de morar em um país que suprime as mulheres, mata gays, e controla totalmente a imprensa.

O Irã está planejando para o dia 4 de novembro uma manifestação de estudantes iranianos em apoio aos Ocupantes de Wall Street. Por que dia 4 de Novembro? Ora, este foi o dia em 1979, em que estudantes iranianos tomaram a embaixada americana e mantiveram reféns americanos por 444 dias (sendo um dos maiores motivos para a queda do presidente Jimmy Carter, pois ele não soube lidar com a situação).

Isto é mais uma afronta aos americanos? Mas os Ocupantes americanos também odeiam os Estados Unidos, receberão de braços abertos o apoio do Irã.

Abaixo, um vídeo em que um ocupante diz "f. o exércido, f. a polícia, f. a bandeira (dos Estados Unidos).



Agora, vemos abaixo, como os Ocupantes não respeitam a bandeira do próprio país.







(Agradeço as fotos e o vídeo ao site Weasel Zippers)

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Europa Minuto a Minuto na Crise Financeira

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Caros, hoje o mundo acompanha minuto a minuto a crise financeira na Europa, por causa de uma reunião decisiva em Bruxelas. Esta reunião vai decidir basicamente sobre quanto será a perda dos bancos que investiram em títulos da Grécia, como estes bancos serão capitalizados pelos governos e como serão resolvidas as futuras crises. Há inclusive debate sobre pedido de ajuda a países emergentes. A moeda européia está sob forte ameaça de desaparecer se ocorrer um fracasso na reunião. Eu nunca achei uma boa idéia mesmo este negócio de moeda única para países tão diferentes, mas sinto pelos impactos sociais.

Vocês estão interessados nisso? Se estão, e quiserem acompanhar minuto a minuto, cliquem aqui no blog do Wall Street Journal.


terça-feira, 25 de outubro de 2011

Universidade Cristã no Mundo Islâmico

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Foi anunciado ontem a abertura de uma universidade católica na Jordânia. Será uma universidade cristã no Oriente Médio islâmico. A universidade se chama American University of Madaba (símbolo acima). O processo de construção foi lento e contou com grande contribuição financeira da Igreja.

O site da Universidade afirma que (traduzo em azul):

The American University of Madaba (AUM) is being established with the intention of making a difference in higher education at both the national and regional levels, placing quality education, multifaceted student growth and faculty excellence at the top of its priorities.
The University received its license in 2005, and later, His Holiness Pope Benedict XVI, during His pontifical pilgrimage and pastoral visit to Jordan on May 9, 2009, blessed the corner stone of the University of Madaba. The name of the university was later changed by a resolution issued by the Higher Education Council of Jordan to become the “American University of Madaba, AUM” as of May 29, 2011. To enhance the international status of AUM and to strengthen its position as a distinguished university, the university is seeking: (1) registration in the USA as an American University operating outside the United States of America (2) accreditation by the New England Association of Schools and Colleges (NEASC) in Boston, Massachusetts, and (3) recognition as a Not- for - Profit University in the United States of America.

(A Universidade Americana de Madaba (AUM) está sendo estabelecida com a intenção de fazer a diferença em educação de alto grau nível tanto nacionalmente como regionalmente, com ênfase na qualidade, crescimento no número de deferentes tipos de estudantes e excelência. A Universidade recebeu sua licença em 2005, e mais tarde, Sua Santidade o Papa Bento XVI, durante sua visita pastoral a Jordânia em 9 de maio de 2009, abençoou a pedra fundamental da UAM. O nome da Universidade foi alterado mais tarde por uma resolução da Alto Conselho Educacional da Jordânia para American Universidade of Madaba, AUM a partir de 29 de maio de 2011. Para elevar o status internacional da AUM e fortalecer sua posição como uma universidade distinta, a Universidade está tentando: 1) Registrar-se nos Estados Unidos como uma universidade americana operando fora dos Estados Unidos; 2) Registrar-se na Associação de Escolas e Faculdades da Nova Inglaterra (NEASC) em Boston, Massachussetts, e 3) Reconhecimento como uma Universidade sem fins lucrativos nos Estados Unidos.)

Abaixo, vai um vídeo sobre a Universidade. No Vídeo, é esclarecido que a Universidade foi criada pelos patriarcas de Jerusalém e que esteve em construção por seis anos. O Arcebisbo, patriarca de Jerusalém, Fouad Twal, diz que a Universidade, atualmente, tem 200 estudantes matriculados (cristãos e muçulmanos), mas se espera a matrícula de 1 mil estudantes e tem capacidade para receber 8 mil.




Olhando os cursos da Universidade, eles são basicamente técnicos (engenharia, administração, medicina).

Mas que a Universidade além de levar conhecimento de alto nível leve o cristianismo para uma região proibida aos cristãos. Se bem que as próprias universidades católicas do Ocidente estão precisando reforçar sua base cristã. Há cada vez mais problemas de abandono do cristianismo nestas universidades.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Vaticano e a Crise Financeira

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O Vaticano soltou hoje um documento sobre a crise financeira que se alastra desde 2008. Primeiro, deve-se lembrar que é um documento do Conselho Pontifício para Justiça e Paz, não é um documento do Papa, não faz parte do magistério da Igreja.

Há muitos aspectos a considerar, posteriormente eu vou analisar mais de perto, mas fiquei satisfeito com o que vi inicialmente. Serve como uma boa crítica aos que são católicos, mas defendem abordagens da escola austríaca de economia (extremo liberalismo e individualismo), como Thomas Woods Jr. Eu apenas tenho muita dificuldade desse negócio de governo mundial para qualquer coisa, por isso tendo a discordar quando o documento do Vaticano ressalta a necessidade disto. A gente já sabe no que dá isso, basta ver a ONU, o FMI e o Banco Mundial, todos completamente ineficientes.

Mas pelo menos o Vaticano ressalta a liberdade dos países para aderir a esta suposta autoridade mundial e quais devem ser base para esta autoridade: caridade e verdade. Isto é utópico, mas reforça a necessiade de ética na economia.


O documento se chama Towards Reforming the International Financial and Monetary Systems in the Context of Global Public Authority. 

Gosto quando o texto ressalta a necessiadade de ética na economia, isto leva-nos ao Distributismo (tenho um blog para tratar apenas de Distributismo).

Ressalto as seguintes partes do texto: 

Regulations and controls, imperfect though they may be, already often exist at the national and regional levels; whereas on the international level, it is hard to apply and consolidate such controls and rules.

The inequalities and distortions of capitalist development are often an expression not only of economic liberalism but also of utilitarian thinking: that is, theoretical and practical approaches according to which what is useful for the individual leads to the good of the community. This saying has a core of truth, but it cannot be ignored that individual utility – even where it is legitimate – does not always favour the common good. In many cases a spirit of solidarity is called for that transcends personal utility for the good of the community.

....

However, to interpret the current new social question lucidly, we must avoid the error – itself a product of neo-liberal thinking – that would consider all the problems that need tackling to be exclusively of a technical nature. In such a guise, they evade the needed discernment and ethical evaluation. In this context Benedict XVI's encyclical warns about the dangers of the technocracy ideology: that is, of making technology absolute, which “tends to prevent people from recognizing anything that cannot be explained in terms of matter alone” and minimizing the value of the choices made by the concrete human individual who works in the economic-financial system by reducing them to mere technical variables. Being closed to a “beyond” in the sense of something more than technology, not only makes it impossible to find adequate solutions to the problems, but it impoverishes the principal victims of the crisis more and more from the material standpoint. 

Sobre a Autoridade Mundial:

This is a complex and delicate process. A supranational Authority of this kind should have a realistic structure and be set up gradually. It should be favourable to the existence of efficient and effective monetary and financial systems; that is, free and stable markets overseen by a suitable legal framework, well-functioning in support of sustainable development and social progress of all, and inspired by the values of charity and truth. It is a matter of an Authority with a global reach that cannot be imposed by force, coercion or violence, but should be the outcome of a free and shared agreement and a reflection of the permanent and historic needs of the world common good. It ought to arise from a process of progressive maturation of consciences and freedoms as well as the awareness of growing responsibilities. Consequently, reciprocal trust, autonomy and participation cannot be overlooked as if they were superfluous elements. The consent should involve an ever greater number of countries that adhere with conviction, through a sincere dialogue that values the minority opinions rather than marginalizing them. So the world Authority should consistently involve all peoples in a collaboration in which they are called to contribute, bringing to it the heritage of their virtues and their civilizations.

Kadhafi Sodomizado e o Futuro

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Exceto Chavez, todos odeiam Kadhafi hoje. No ano passado, era possível ver Lula, muitos líderes europeus (especialmente Itália e Reino Unido) e Obama apertando as mãos do ditador morto na semana passada. Para quem tem princípios Kadhafi, sempre foi um "cachorro louco" (nas palavras de Reagan) terrorista.


Mas a morte dele foi muito bárbara. As imagens me deixaram chocado. Hoje, li uma notícia que mostra o horror que foi a morte de Kadhafi. Um vídeo mostra que ele foi sodomizado antes de morrer. Alguém enfiou um pedaço de madeira nele, quando ele ainda estava vivo.

Brincadeira é alguém esperar que a comunidade internacional puna quem o matou e o sodomizou. Foi o próprio povo em seu ódio extremo.

Ele teve a morte que mereceu? É certo que ele matou muita gente inocente, mas um cristão não tem a resposta para esta pergunta em relação a ninguém. Isto é deixado com Deus. Além disso, um cristão não deve matar ninguém indefeso, nem sodomizar ninguém. Nem mesmo Kadhafi. Quem o fez se igualou ao próprio ditador. O "dar a outra face" significa isso, não repita o ato do seu agressor. Haverá condenação dos muçulmanos pela método da morte de Kadhafi? Não esperem por isso, não há base para que se condene o assassino no Corão. Nem mesmo quando se mata inocentes, se eles são considerados infiéis, basta lembrar do silêncio que seguiu o ataque às torres gêmeas em 2001, que matou quase 3 mil pessoas.

E agora, o que será da Líbia?

As expectativas são péssimas. O atual líder (que ninguém sabe o quanto manda), Mustafa Abdul Jalil,  disse que as futuras leis do país serão baseadas na Lei Sharia.E ele já começou revogando um lei de Kaddafi que proibia a poligamia. Agora, será possível casar-se com mais pessoas (o Corão permite o casamento com até quatro mulheres, fora as escravas).

Para aqueles economistas que só olham o mercado financeiro, vai a notícia que a Lei Sharia proíbe juros. Jalil anunciou que os juros serão banidos.

O país vizinho da Líbia, Tunísia, que também perdeu o ditador, mas de forma bem mais pacífica, o ditador Ben Ali fugiu para a Europa, também promete que seguirá os caminhos da Lei Sharia. O partido islâmico Ennahda deve ganhar as eleições que ocorreram no último final de semana. 


(Agradeço os links aos sites Weasel Zippers and Drudge Report)

domingo, 23 de outubro de 2011

Quem são os Ocupantes de Wall Street? (Parte 3)

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Esta foto acima, que mostra um ocupante de Wall Street defecando em um carro da polícia, é muito conhecida nos Estados Unidos, ela aparece em muitos blogs e na TV. Esta semana, a população que mora perto do parque em que estão os ocupantes reclamou que eles estão fazendo cocô nas portas das casas e fazendo barulho até tarde da noite.

Mas o que me estimulou a fazer mais um post sobre estes imbecis (para ver os outros dois clique aqui (para a Parte 1) e aqui (para a Parte 2))  foi o programa a cabo mais visto dos Estados Unidos, o O'Reilly Factor. Abaixo, vai o vídeo em que O'Reilly faz um descrição da estupidez, dos crimes e dos sinais de totalitarismo que demonstram os ocupantes de Wall Street em várias cidades americanas.

Antes de mostrar e traduzir o vídeo, uma explicação. Logo no começo, O'Reilly cita Glenn Beck. Beck tinha um programa na mesma emissora de O'Reilly (Fox News) e saiu para fundar sua própria TV (GBTV). Beck sempre defendeu a posição que estes grupos do tipo Ocupantes de Wall Street são bem financiados por ricos (George Soros, por exemplo), são conectados internacionalmente e desejam destruir o sistema capitalista no mundo, com um viés anti-semita.

Vejam o vídeo abaixo do O'Reilly Factor, traduzo em azul.


video

Oi, eu sou Bill O'Reilly, Violência Aumenta nos Ocupantes de Wall Street é o tema desta noite. Como você deve saber, meu amigo Glenn Beck acredita que os protestos atuais são apenas o começo de uma revolta de esquerdistas no mundo. Beck baseia nua análise nas revoltas que ocorrem na Grécia, na Itália e em outros lugares,  quando os governos tentam cortar despesas com programas sociais. Com a economia em má situação em virtualmente todos os países, existe simpatia por este tipo de protesto ao redor do mundo.

Nosso programa (Talking Points) não é tão pessimista como Beck, mas nós estamos acompanhando a situação aqui nos Estados Unidos de bem perto. E não há dúvida de que o componente da violência dentro destes protestos está crescendo.

Neste momento, há protestos do tipo Ocupantes de Wall Street em 20 cidades americanas, com Nova Iorque sendo o cento das manifestações. Até agora, mais de 900 manifestantes já foram presos na cidade de nova Iorque e o custo para cidade dos protestos já alcança US$ 4 milhões. Em Okland, as coisas estão ficam mais desordeiras, como mostram alguns jornalistas. 

Repórter fala do local onde estão os manifestantes em Okland: "O tom aqui mudou, nós fomos ameaçados, eles nos disseram que se nós filmássemos a praça onde eles estão, eles tomariam a câmera e a quebrariam." 

Fala um narrador: "Esta noite, os direitos constitucionais estão ameaçados, jornalistas foram atacados pelos Ocupantes de Wall Street, nossa câmera quase foi jogada no chão, seguindo as ordens dos organizadores dos manifestantes". 

Fala uma líder dos Ocupantes de Wall Street (Sara Mizner) ao microfone (percebam o tom totalitário e ameaçador dela): "Nós pedimos (aos jornalistas) que apontem suas câmeras para a prefeitura e não para as nossas tendas." 

Narrador: "Vendo que nós não iríamos pedir permissão para filmar um espaço público, um cachorro de um manifestante atacou um repórter local. O paletó evitou que seu braço fosse ferido."

Nosso programa acredita que há risco de alguém ser morto, porque estes manifestantes estão fora de controle.

Em Cleveland, há acusações de que um manifestante estuprou uma mulher.

Quando você tem milhares de pessoas emocionalmente alteradas qualquer coisa pode acontecer. Americanos valorizam protestos, fazem parte de nossa tradição e tornam nosso país mais forte. Mas como nós termos relatado, os protestos não são apenas sobre questões econômicas, nós temos radicais trazendo problemas. 

De acordo com uma pesquisa recente (que eu comentei na parte 2 deste assunto) 31% dos manifestantes apóiam o uso de violência para que se alcance os objetivos deles.

As autoridades devem continuar mantendo cuidado em lidar com os Ocupantes, mas elas devem usam regras claras, qualquer crime deve ser processado. E qualquer ameaça às pessoas deve ser levada a sério.

O programa está seguindo tudo isso, porque nós acreditamos que isto pode sair do controle.

sábado, 22 de outubro de 2011

Steve Jobs disse: Obama não será Reeleito e Bill Gates é Ladrão de Idéias

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No começo do próximo ano vai sair a biografia oficial de Steve Jobs, de Walter Isaacson,  e ela descreve, por exemplo, o encontro entre Steve Jobs e Obama em 2010 e o que ele pensava sobre sua família e sobre outras pessoas, como Bill Gates.

Sobre o encontro com Obama, o livro diz (traduzo em azul): 

Jobs, who was known for his prickly, stubborn personality, almost missed meeting President Obama in the fall of 2010 because he insisted that the president personally ask him for a meeting. Though his wife told him that Obama "was really psyched to meet with you," Jobs insisted on the personal invitation, and the standoff lasted for five days. When he finally relented and they met at the Westin San Francisco Airport, Jobs was characteristically blunt. He seemed to have transformed from a liberal into a conservative.  

"You're headed for a one-term presidency," he told Obama at the start of their meeting, insisting that the administration needed to be more business-friendly. As an example, Jobs described the ease with which companies can build factories in China compared to the United States, where "regulations and unnecessary costs" make it difficult for them.  

Jobs also criticized America's education system, saying it was "crippled by union work rules,". "Until the teachers' unions were broken, there was almost no hope for education reform." Jobs proposed allowing principals to hire and fire teachers based on merit, that schools stay open until 6 p.m. and that they be open 11 months a year. 

Jobs,  que era conhecido por ter personalidade rude e teimosa, quase não teve um encontro com Obama no outono de 2010, porque ele insistia que o presidente deveria convidá-lo para uma reunião. Embora a sua esposa dissesse que Obama estava louco para vê-lo, Jobs exigia um convite pessoal, e o impasse se alastrou por cinco dias. Até que finalmente Jobs cedeu e eles se encontraram no Aeroporto Westin São Francisco, Jobs foi como de costume brusco. Ele pareceu que tinha se transformado de esquerdista para conservador.

"Você está caminhando para ser um presidente de apenas um mandato," ele disse para Obama no começo da reunião, insistindo que o governo precisava ser mais amigável com os negócios. Como exemplo, Jobs descreveu a facilidade com que companhias podem construir fábricas na China comparada com os Estados Unidos, onde "regulações e custos desnecessários" tornam os negócios difíceis  para elas.
 
Jobs também criticou o sistema educacional americano, dizendo que o sistema era "prejudicado pelas normas dos sindicatos". "Até os professores sindicalizados estavam quebrados, havia praticamente nenhuma esperança na reforma do sistema educacional." Jobs propôs que os diretores de escola deveriam poder contratar e demitir com base no mérito, que escolas deveriam ficar abertas até 18h e por 11 meses do ano.

O livro, apesar de ser oficial,  também traz algumas revelações da personalidade de Jobs, como a relação com Bill Gates da Microsoft. Diz o livro (traduzo em azul):

Bill Gates was fascinated by Steve Jobs but found him "fundamentally odd" and "weirdly flawed as a human being," and his tendency to be "either in the mode of saying you were shit or trying to seduce you."

Jobs once declared about Gates, "He'd be a broader guy if he had dropped acid once or gone off to an ashram when he was younger."

After 30 years, Gates would develop a grudging respect for Jobs. "He really never knew much about technology, but he had an amazing instinct for what works," he said. But Jobs never reciprocated by fully appreciating Gates' real strengths. "Bill is basically unimaginative and has never invented anything, which is why I think he's more comfortable now in philanthropy than technology. He just shamelessly ripped off other people's ideas."

(Bill Gates era fascinado por Steve Jobs mas o achava "fundamentalmente esquisito" e "estranhamente falho como ser humano" e que tinha uma tendência para estar "ou com humor para dizer que vcoê é um merda ou tentando seduzí-lo"

Jobs certa vez declarou sobre Bill Gates, "Ele seria um rapaz mais aberto se ele tivesse tomado ácido uma vez e tivesse ido para um retiro espiritual quando ele era jovem."

Depois de 30 anos, Gates desenvolveu um respeito relutante para com Jobs. "Ele realmente nunca soube muito sobre tecnologia, mas ele tem um instinto impressionate para o que funciona,", ele disse. Mas Jobs nunca retribuiu reconhecendo as reais qualidades de Gates. "Bill Gates é basicamente um pessoa sem imaginação e ele nunca inventou nada, isto justifica eu pensar que ele está mais confortável sendo um filantropista do que trabalhar com tecnologia. Ele apenas  descaradamente rouba as idéias das pessoas.")

Bom, este negócio de roubar as idéias dos outros, pelo o que contam outros livros, não é característica única de Bill Gates, Steve Jobs tem seus casos de roubo também. Basta ver as pendências judiciais com as empresas de tecnologia que ele deixou. Mas no caso da avaliação do governo Obama e do sistema educional americano, Jobs estava certo.



(Agradeço o achado do assunto ao blog American Catholic)

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

A Dívida dos Estados Unidos e o Demônio Ceifador

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O Halloween (festa das bruxas) se aproxima nos Estados Unidos e ontem eu li que fizeram uma pesquisa para saber qual máscara de Halloween melhor serviria para Obama. Deu a máscara do Grim Reaper (foto acima), que podemos traduzir como Demônio Ceifador ou simplesmente Morte. A Morte teve 35% dos votos, em segundo lugar, com 20%, ficaram as máscaras do Mr. Magoo (foto abaixo) e do Superman. A máscara do Papai Noel ficou em último lugar com 7%.




E ontem também eu vi um gráfico econômico que mostra por que Obama é visto como a Morte. Os Estados Unidos, pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial, vão alcançar um nível de dívida pública do tamanho do PIB e até ultrapassar. A previsão é de que no dia do Halloween (último domingo de outubro) a dívida ultrapasse o PIB. Vejam o gráfico abaixo (a linha em vermelho é a dívida total e a linha em azul é o PIB), as colunas em cinza refletem a razão PIB/Dívida, observem que está se aproximando de 1, vendo o eixo da direita.



O PIB do segundo trimestre deste ano nos Estados Unidos foi US$ 15,01 trilhões e a dívida americana hoje totaliza US$ 14,92 trilhões de dólares, uma diferença de menos de US$ 100 milhões. No começo de 2010, segundo ano do governo Obama, a diferença entre o PIB e a dívida chegou a ser de US$ 1,8 trilhão. Obama está consumindo (ceifando) tudo. 

Além desse dado da relação PIB/Dívida, o índice de miséria nos Estados Unidos atingiu níveis nunca vistos em 28 anos. O índice de miséria é formado pela soma de inflação com taxa de desemprego, e hoje foi anunciado que este índice atingiu 13%, maior nível deste 1983.

As pergunta mais importantes na economia americana nos próximos anos serão: Como os americanos vão financiar isso? O mundo vai continuar emprestando aos Estados Unidos?  A inflação vai continuar baixa por lá? O demsemprego vai cair para financiar a dívida? Além disso, os americanos devem responder se vão manter Obama no poder.

Essa história toda me fez lembrar da resposta que os monetaristas dão aos keynesianos. Os keynesiasnos focam nas mudanças econômicas de curto prazo e os monetaristas, nas de longo prazo.

Daí que os keynesianos criticam os monetaristas dizendo que no longo prazo todos estaremos mortos, e os monetaristas retrucam dizendo que isso é verdade, estaremos mortos por causa das políticas econômicas keynesianas, como as do Obama. 




(Agradeço ao blog Weasel Zippers pela dica de assunto)

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

O Maior Amor do Mundo

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Seguramente, esta é uma das histórias mais bonitas que já vi. Se não a mais bonita, pois amor maior não há. Uma mulher chamada Stacy Crimm do estado de Oklahoma nos Estados Unidos ficou grávida aos 41 anos de idade, quando muitos disseram que ela não seria capaz de engravidar.

Ela estava muito feliz e enviou muitas mensagens para seu irmão desejando receber logo sua filha nos braços. Acontece que durante a gravidez descobriu-se que Stacy estava com câncer na cabeça e no pescoço. O tratamento quimioterápico iria prejudicar o bebê. Ela decidiu não fazer o tratamento e a criança teve parto prematuro.

Stacy ficou na emergência sem poder ver a filha Dottie (foto acima), e por vezes parava de respirar, para em seguida voltar a vida. Vendo que Stacy estava prestes a morrer sem ver a filha,  duas enfermeiras decidiram que Stacy e Dottie deveriam se ver. Naquele dia, Stacy finalmente segurou sua filha nos braços, mas faleceu três dias depois.

A filha Dottie Crimm passa bem. Graças a Deus. Que Deus dê muita saúde a Dottie e aos seus parentes e tenha Stacy consigo.

Muita gente que defende o aborto de forma mais ou menos diz que no caso da vida da mãe em risco pode-se abortar. Mas essas pessoas esquecem de perguntar a quem é verdadeiramente uma mãe.

Vejam o vídeo com a declaração do irmão de Stacy. Traduzo em azul.




A grávida Stacy Crimm trocou sua vida pela vida de seu bebê. Ela recusou quimioterapia para curar um câncer agressivo no cérebro. Doutores tiveram que fazer o parto de forma prematura de sua filha Dottie que pesava 2 libras naquele momento. 

Ryan Phillips (irmão de Stacy fala): "Mais ou menos 2h da tarde daquele dia, ela perdeu a consciência, o nível de oxigênio dela caiu para 15%. Ela foi para a emergência e levaram a criança. "

Enquanto a saúde de Stacy piorava, ela não podia ver sua filha.

Ryan: "Nós mostramos fotos de Dottie para ela, ela chorava, queria segurar sua filha. Foi uma experiência tremendamente dolorosa, para ser sincero com você. Eu me senti sem apoio. Eu queria fazer tudo que eu pudesse, mas eles disseram que era impossível para ela ver a criança".

Quando Stacy estava nas suas últimas horas, duas enfermeiras decidiram dar-lhe um presente inesquecível. 

Ryan: "Eu sabia que isto era muito complicado e contra as ordens médicas, então eu não disse nada até ver que isto seria possível, para que Stacy não tivesse ilusões. Então, eu falei com ela: o que você acha de ver Dottie hoje? Ela respondeu: Sim. Pois é, Dottie está a caminho. E Stacy começou a perguntar: onde ela está? Onde ela está? Stacy segurou Dottie em seu peito e elas se viram. Ninguém disse nada, todos ficaram quietos. Eu disse para as enfermeiras: vocês fizeram uma coisa maravilhosa. Foi um momento perfeito para sempre.




(Agradeço esta história espetacular ao blog Creative Minority Report)

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Quem são os Ocupantes de Wall Street? (Parte 2)

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Caros, já mostrei aqui vários vídeo que dão uma boa amostra do que pensam os ocupantes de Wall Street. Hoje, leio que o Wall Street Journal publicou uma pesquisa de campo que só confirma o que mostram os vídeos.

Em suma, a pesquisa desmente aqueles que dizem que os manifestantes representam os desempregados e são de várias correntes ideológicas. A grande maioria está empregada, são esquerdistas e tem princípios revolucionários socialistas (como disobediência civil, distribuição da riqueza dos ricos, e formação de um estado forte).

Vamos aos resultados.

- Apenas 15% dos manifestantes estão desempregados;
 - 52% já participou de alguma manifestação;
 - 98% concorda com disobediência civil para alcançar seus objetivos;
- 31% apóiam o uso de violência para obter resultados;
- A grande maioria votou no Obama, mas 51% deles agoram desaprovam a administração do presidente (44% aprovam);
- 48% dizem que vão votar para a reeleição dele;
- 65% dizem que o governo tem responsabilidade moral de garantir acesso a saúde, educação superior e aposentadoria, não importa quanto custa;
- 77% apóiam aumento de impostos sobre os ricos, mas 58% desaprovam aumento de impostos para todos.

O texto do jornal conclui que os manifestantes não representam o povo americano. A população americana se diz conservadora na sua maioria (41%), 36%, são moderados e apenas 21%, esquerdistas. Apesar dos manifestantes dizerem que representam 99% do povo americano.

Concordo, os manifestantes são babacas de classe média comunistas e muitas vezes anti-semitas, como mostraram os vídeos no meu post anterior sobre o assunto.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Eleitores Negros e Obama

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O vídeo abaixo é uma boa amostra de como está a comunidade negra americana em relação ao Obama. Os negros americanos tradicionalmente votam no partido de Obama (a proporção chega a 90%), então eles normalmente apóiam um presidente do Partido Democrata, mas eles agora estão bem mais reticentes em criticar Obama, por causa da cor de pele dele. E isto fica ainda mais claro no atual momento.

O país passa por uma crise econômica comparável a que ocorreu na grande depressão da década de 30 e os negros são a parcela da população que mais sofre com desemprego, por causa da alta proporção de baixa escolaridade entre eles.

No entanto, a aprovação de Obama entre os negros é a mais alta de todos os grupos étnicos. Atualmente está por volta de 80% (já chegou a mais de 90%).

No vídeo abaixo, um negro exibe um cartaz que diz que se o Obama não reduzir a taxa de desemprego não irá ser reeleito. Ao verem isso, os outros negros começam a gritar: "Obama, Obama". O cara do cartaz se irrira e começa a gritar: "Obama is a House Niger" . Isto é, Obama é um negro da Casa Grande, Obama seria um negro que apóia os brancos e não os negros.



Obama se disse um presidente pós-racial, mas muitos negors e membros do partido democrata acusam a oposição de racista toda vez que há alguma crítica a Obama. Ninguém pode criticar o Obama que aparece alguém acusando a pessoa de racista. Isto apela para a comunidade negra que esquece todos os propblemas que sofre para apoiar um presidente apenas por causa da cora da pele dele.

Membros da comunidade negra já admitiram que se fosse um presidente branco do Partido Democrata, os negros estariam gritando em frente a Casa Branca. Para mim isto é racismo, e não a crítica que se faz às políticas da administração Obama.




(Agradeço o video ao blog Weasel Zippers)
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domingo, 16 de outubro de 2011

Quem são os Ocupantes de Wall Street?

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Abaixo vai uma coleção de vídeos que dão um panorama de quem são os manifestantes que se denominam Occupy Wall Street (OWS - Ocupantes de Wall Street). Eles estão em várias cidades dos Estados Unidos e começaram a se espalhar pelo mundo.

Pode até ter gente preocupada com os rumos da economia e o impacto sobre os pobres, mas na base do movimento estão anti-semitismo, comunismo, muita estupidez e ódio ao próprio Estados Unidos (como a foto acima de um manifestante pisando na bandeira americana revela). É isso que os vídeos mostram. Vamos a eles. No final, ainda tem uma foto de outro ódio.


1) Anti-Semitismo -  O primeiro vídeo contrasta o apoio de líderes políticos como Obama aos manifestantes que reforçam o anti-semitismo. No segundo, mostra-se uma sindicalista deseja expulsar todos os judeus dos Estados Unidos. No terceiro, um ex-preso por financiamento ao terrorismo (Hadem Abduayyeh) declara seu ódio a Israel e aos Estados Unidos. Também mostra que o Obama chegou a apoiar a organização deste ex-detido, o que é muito preocupante. No quarto, temos uma discussão entre um judeu com um manifestante. Há outros vídeos na internet mostrando este tipo de coisa. O manifestante liga a ganância dos ricos aos judeus, assim como fez os nazistas e um judeu passando nas ruas não aceita isso. Por último, mostro  o apoio dos nazistas ao OWS.











2) Comunismo - No primeiro vídeo, o cara ao microfone prega violência (Gandhi estava errado para ele, só a violência traz revolução), no segundo a entrevistada diz qual é a base de apoio do OWS (sindicatos e partidos revolucionários comunistas), no terceiro, uma manifestante carrega a bandeira da antiga União Soviética. Por último, mostramos a idiotice destes comunistas com uma foto que exibe quão capitalistas eles são fazendo manifestação, ao exibir produtos que foram gerados por uma sociedade livre.












3) A idiotice - A coisa mais pertubadora e estúpida das manifestações é uma linguagem de sinais que eles inventaram. O primeiro vídeo mostra um cara explicando esta linguagem. No segundo, os manifestantes declaram apoio ao sexo com animais (!). É isto mesmo. No terceiro, o entrevistador destrói o argumento do manifestante. O manifestante diz que os ricos pagam menos impostos que os pobres nos Estados Unidos e o entrevistador mostra que isto não é verdade. Depois, o entrevistador pergunta ao cara com cartaz por que as pessoas deveriam pagar pela faculdade dele. O cara se enrola todo e no fim confessa que não sabe a razão mas que deseja que as pessoas paguem.







4) Ódio ao Cristianismo - Abaixo uma foto do que sobrou de uma estátua de Nossa Senhora de um Igreja em Roma depois da manisfestação na Itália ontem:




Que Nossa Senhora nos proteja desses vândalos anti-semitas, comunistas e anti-cristãos.



(Agradeço os vídeos e fotos aos sites The Blaze, Weasel Zippers, Creative Minority Report, Drudge Report e Deacon's Bench)

sábado, 15 de outubro de 2011

A Mulher no Islã (Parte 2)

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Eu já mostrei aqui uma discussão sobre a mulher na religião islâmica. Ontem, a paquistanesa Nafis Sadik (foto abaixo), Conselheira Especial das Nações Unidas, disse que as mulheres no Islã têm os mesmos direitos que os homens. Nas palavras dela é o Ocidente que acha que o Islã é cruel com as mulheres.

Ela disse (traduzo em azul):

“Being a Pakistani woman, I have had many chances to observe the women's rights issue in Islamic countries; the religion of Islam gives equal rights to women...In the Western world when people think of a Muslim person, the image of a Muslim man with four helpless women behind him comes to mind, but this image doesn't reflect reality...when reporters find out I'm a Muslim woman, they are usually surprised because they don't believe that a Muslim woman can be successful and hold a high position as I do.”  (Sendo uma paquistanesa, eu tive muitas chances de observar os direitos da mulher nos países islâmicos; a religião Islâmica dá direitos iguais para as mulheres...No Ocidente quando as pessoas pensam em um Muçulmano, a imagem do homem muçulmano com quatro mulheres sem amparo vem a cabeça, mas esta imagem não condiz com a realidade...quando jornalistas descobrem que eu sou uma mulher muçulmana, eles ficam surpresos porque eles não acreditam que uma mulher muçulmana pode ter sucesso e manter uma posição como eu faço.)




Bom, deixando de lado a falácia de Sadik de analisar o todo pela parte (considerar o caso dela como sendo geral para todas as muçulmanas), para analisar completamente o que ela disse é primeiro necessário ver o que diz o Islã, no seu livro mais sagrado, o Corão. Depois, deve-se analisar as culturas dos povos que têm maioria muçulmana. Países muçulmanos como Arábia Saudita, Irã, Indonésia e Paquistão são muito diferentes culturalmente. Basta ver as duas fotos acima, como Sadik e outras muçulmanas se vestem. Aliás, sinto depressão só em olhar aquelas mulheres de preto.

Mas, voltando ao debate sobre direitos das mulheres, vamos ficar apenas com a parte mais importante. O que diz o Corão sobre as mulheres? 

Facilmente se vê que há uma forte discriminação em relação às mulheres no Islamismo, com base no Corão. A começar pela permissão de que o homem pode ter quatro esposas (com exceção de Maomé que foi permtido quantas ele quisesse. Ele teve mais de 10, fora as escravas).

Para descobrir isto basta ir no site http://www.quranbrowser.com/.  Neste site há várias versões do Corão, pesquise-se "women" e descobriremos versos como: 

(Sura 2:223) - O Homem pode fazer sexo com a esposa como e quando desejar: 

Your wives are as a tilth unto you; so approach your tilth when or how ye will; but do some good act for your souls beforehand; and fear God.  (Suas esposas são como um teraa a ser cultivada para você; então se aproximada da terra quando e como você desejar; mas faz bons atos para suas almas antes; e tema a Deus)

(Sura 2:228) - Homens estão um degrau acima em direitos em relação às mulheres.

And women shall have rights similar to the rights against them, according to what is equitable; but men have a degree (of advantage) over them. And God is Exalted in Power, Wise. (E mulheres devem ter os mesmos direitos que os homens, mas homens têm um grau de vantagem sobre eleas. E Deus é Exaltado em Poder e Sabedoria)

Sura 4:3 - Quantas esposas pode ter um homem;

And if ye fear that ye will not deal fairly by the orphans, marry of the women, who seem good to you, two or three or four; and if ye fear that ye cannot do justice (to so many) then one (only) or (the captives) that your right hands possess.  (E se você teme que não pode sustentar as órfãs, case-se com as mulheres, que parecem boas para você, duas ou três ou quatro; e se você teme que não pode fazer justiça para todas então apenas uma ou escravas que você tem o direito de possuir.)

(Sura 24:31) - Como a mulher deve se vestir;

And say to the believing women that they should lower their gaze and guard their modesty; that they should not display their beauty and ornaments except what (must ordinarily) appear thereof; that they should draw their veils over their bosoms and not display their beauty except to their husbands, their fathers, their husband's fathers, their sons, their husbands' sons, their brothers or their brothers' sons, or their sisters' sons, or their women, or the slaves whom their right hands possess, or male servants free of physical needs, or small children (E digo que as mulheres crentes devem reduzir seu visual e guardar modéstia; elas não devem mostrar sua beleza ou ornamentos exceto aquilo que deve aparecer; elas devem usar véus sobre seu corpo e não devem mostrar sua beleza exceto para seus maridos. seus pais, os pais do esposo, os fihos do esposo, os irmãos, ou homens escravos eunucos ou crianças pequenas)

(Sura 24:30) - Como o homem deve se vestir;

Tell the believing men to lower their gaze and be modest. That is purer for them. Lo! Allah is aware of what they do.  (Digo que os homens crentes devem reduzir seu visuam e serem modestos. Aquilo que é mais puro para eles. Allah sabe o que eles fazem)

(Sura 4:34) - O Homem pode bater na mulher;

Men are the protectors and maintainers of women, because God has given the one more (strength) than the other, and because they support them from their means. Therefore the righteous women are devoutly obedient, and guard in (the husband's) absence what God would have them guard. As to those women on whose part ye fear disloyalty and ill-conduct, admonish them (first), (Next), refuse to share their beds, (And last) beat them (lightly); but if they return to obedience, seek not against them Means (of annoyance): For God is Most High, great (above you all). (Homens são os protetores e mantenedores das mulheres, porque Deus deu mais força para um do que para outro, e porque eles sustentam elas. Então a mulher crente é obediente e guarda na ausência do marido o que Deus manteve guardado. E se as mulheres se comportarem de forma desleal, repreenda-as (primeiro), depois se recusem a se deitar com elas e depois batam nelas (de leve), mas se elas voltarem a obedecer, não façam mais nada com ela)

(Sura 2:282 e Sura 4:11) - Quanto vale uma mulher.

Let his guardian dictate faithfully, and get two witnesses, out of your own men, and if there are not two men, then a man and two women, such as ye choose. (Faça a guarda fielmente, e consiga duas testemunhas entre os seus homens, e se não há dois homens, então um homem e duas mulheres, como você escolher, como testemunhas)

God (thus) directs you as regards your Children's (Inheritance): to the male, a portion equal to that of two females: if only daughters, two or more, their share is two-thirds of the inheritance.  (Deus diz como deve fazer a herança de seus filhos: para o homem, uma porção igual a de duas mulheres; se tiver apenas filhas, duas ou mais, a parte delas é de dois terço da herança)



(Agradeço o achado da notícia de Nafis Sadik ao site Weasel Zippers)

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Arábia Saudita contra Irã

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Nesta semana, os Estados Unidos anunciaram que dois iranianos planejaram o assassinato do embaixador da Arábia Saudita nos Estados Unidos, Adel al-Jubeir (foto acima). A versão oficial é de que estes dois homens contrataram por US$ 1 milhão e meio um suposto matador do cartel de drogas mexicano, que na verdade era uma agente do governo americano. Um dos iranianos foi preso (Mansor Arbabsiar, iraniano naturalizado americano) e o outro (Gholam Shakuri, membro da Guarda Revoluionária iraniana) fugiu.

Tem gente desconfiando do plano, dizendo que parece muito pouco sofisticado para ter sido planejado pelo governo iraniano ou pela Guarda Revolucionária do país e que o anúncio atrasado da armação veio em um momento em que o Obama está em queda nas pesquisas e o Advogado Geral dos Estados Unidos, Eric Holder, está com problemas de perjúrio (ele negou conhecimento de uma operação policial chamada Fast and Furious no Congresso americano). Vejam o vídeo abaixo dessa discussão.


E tem gente que diz que é possível sim que o Irã tem feito este plano mal executado.

O Irã nega e a Arábia Saudita começa a ameaçar o Irã.

Os dois países lutam pelo controle do mundo islâmico. Por exemplo, atualmente, o exércio americano está no Iraque mas em processo de retirada, isto vai permitir que o Irã procure dominar o país vizinho, que tem população de maioria semelhante (xiita). Arábia Saudita não quer nem ouvir falar disso.

Há grandes diferenças sobre a adoção do Islã, entre estes dois países. O Irã é xiita e a Arábia Saudita adota uma versão sunita (há ainda diferenças dentro destes mesmos grupos).  Há grupos terroristas sunitas (al-Qaeda) e grupos terroristas xiitas (Hezbollah). Eles se encontram apenas no ódio ao ocidente, mas cada um quer dominar o mundo islâmico. Qual versão do Islã dominará a região?

A Arábia Saudita é aliada dos Estados Unidos em assuntos econômicos e até militares na defesa de seus interesses, mas incentiva o radicalismo islâmico pelo mundo. A grande marioria dos que atacaram o World Trade Center por exemplo era de sauditas. Bin Laden era saudita. Escolas que radicalizam crianças no mundo são financiadas pelos sauditas. O Irã também tem sua parte no financiamento ao terrorismo, especialmente no Líbano, na Palestina e mesmo na Tríplice Fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina (onde há forte presença do Hezbollah).

Como o mundo reagirá a este suposto ato iraniano? Para mim e para muitas outras pessoas, o financiamento iraniano de assassinato dentro do território americano é um ato de guerra, uma declaração de guerra. Mas o mundo está tremendo em relação ao Irã.

Aliás, o mundo ocidental apenas assiste ao crescimento do radicalismo islâmico na África (Sudão, Somália, Nigéria), na Ásia (Malásia, Indonésia), e no próprio Oriente Médio (Hamas, Egito, Iêmen). O futuro não parece nada promissor de liberdade e paz.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Egito - Cristãos versus Muçulmanos

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No dia 9 de outubro passado, cristãos Coptas se reuniram no distrito Maspero em Cairo no Egito para protestar contra a violência a eles. Eles representam 10% da população do Egito estão sendo atacados constantemente por Muçulmanos, e acusam a polícia e os militares de serem cúmplices dos ataques. Acontece, que a manifestação deles acabou em tragédia, 26 mortos. E tudo indica que a cumplicidade dos militares em favor dos muçulmanos se repetiu.

Abaixo, vai uma descrição de Reva Bhalla que foi testemunha da manifestação e escreve para o site especializado em segurança, Stratfor Global Inteligence Group (traduzo em azul). Também mostro um mapa para entender o texto.

The crowd in Maspero was only about 1,500 people by my estimation, but a growing Muslim mob was pushing it deeper into downtown toward Tahrir Square. From where I and several other observers were standing, many of the Muslim rioters at first seemed able to pass through the military barricade to confront the Copts without much trouble. After some time had passed and the army reinforcements arrived, the military started playing a more active role in trying to contain the clashes, with some footage showing an armored vehicle plowing through the crowd. Some rioters claimed that Salafists from a nearby district had arrived and were chanting, “Islamiyyah, Islamiyyah,” while others parroted state media claims about “foreign elements” being mixed in with the demonstrators. As the night wore on, the scene of the riots split into roughly three sections: the Muslims on one side, the military in the middle and the Copts on the other. (A multidão em Maspero era de mais ou menos 1500 pessoas pelas minhas contas, mas um grupo de Muçulmanos estava aumentando o tamanho da multidão na direção da praça Tharir. Do local que eu e muitos observadores estavam em pé, vimos que muitos Muçulmanos conseguiam  passar sem problemas  pelas barricadas dos militares e entrar em confronto com os Coptas. Depois de um tempo o exército entrou em ação para conter as brigas entre os grupos, alguns carros blindados entraram dentro da multidão. Alguns manifestantes se diziam Muçulmanos Salafistas de distritos próximos e estavam gritando "Islamiyyah, Islamiyyah" (Comunidade Muçulmana, Comunidade Muçulmana), enquanto outros reproduziam o que dizia a imprensa oficial e diziam que havia estrangeiros entre eles. Enquanto a noite caía, a cena dos conflitos mostravam três grupos: os Muçulmanos, os militares no meio,  e os cristãos Coptas no outro)


The Muslim mob badly beat at least two young Coptic women in the crowd, after which throngs of young Coptic men gathered to take revenge. A Copt alone on the wrong side of the army barricade became an immediate target, and I watched as scores of Muslim men carried one Coptic man after another into dark alleyways. These men likely contributed most to the final civilian death count. Cars with crosses hanging from their rearview mirrors were attacked with incendiary devices, their windows smashed. (A multidão Muçulmana agrediu ferozmente pelo menos duas jovens mulheres Coptas na multidão, depois grupos de Coptas se juntaram para se vingar. Um Copta sozinho do lado errado da barricada do exército se tornou um alvo imediato, e eu vi grupos de Muçulmanos levando Coptas para alamedas escuras. Estes homens provavelmente contribuíram para as mortes civis registradas. Carros com cruzes no vidro traseiro foram atacados com armas incendiárias e seus vidors foram quebrados).


Depois dos conflitos, os Coptas foram enterrar seus mortos. A foto acima mostra a multidão cristã levando seus mortos. Abaixo, uma mãe cristã chora morte de seu filho.


Mas mesmo este ato sofreu ataques de muçulmanos. A Agência internacional de Notícias Assíria registrou que os cristãos que carregavam seus mortos foram atacados com tijolos e coquetéis molotov.

Um médico do instituto médico legal que avaliou os Coptas mortos disse que nunca viu corpos tão massacrados. 17 corpos de Coptas foram analisados e alguns dizem que outros nem chegaram para autópsia.

Um artigo de  Lee Smith no Weeekly Standard traz bastantes fatos, vídeos e fotos do conflito, com coisas assustadoras.


O Papa pediu paz para o Egito e proteção para as minorias no país. Vídeo abaixo.




Cadê os líderes mundiais? O Egito está em desespero. No período do ditador Mubarak, as minorias eram protegidas e não havia risco de conflito militar com Israel. Agora, os cristãos estão sendo mortos e a promessa de guerra contra Israel está na boca dos egícios todo dia.

Que Deus proteja os cristãos no Egito. Que o mundo se levante para protegê-los e evitar a guerra.