sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Os Piores e Bizarros Cursos Universitários nos EUA

A Young American's Foundation (YAF) é uma fundação conservadora, defende valores tradicionais, liberalismo econômico e defesa militar forte. A YAF tem um olho bem aberto para o que é ensinado nas instituições de ensino nos Estados Unidos e faz pesquisa sobre o ensino de universidades e faculdades dos Estados Unidos regularmente.

Essa pesquisa é muito reveladora. Se, no Brasil, temos a Escola Sem Partido (ESP), a Young American's Foundation pode mostrar claramente para nós que o problema, combatido aqui pela ESP,  é universal e chega às universidades mais renomadas no mundo.

O relato desse ano pode ser lido clicando aqui. No texto tem um sumário, que diz que pesquisando os catálogos de ensino de mais de 50 instituições, a YAF, identificou que:

1) O tema geral é uma tal de "intersectionality" (interseccionalidade), que "estuda" as formas de opressão nas formas de racismo, sexismo, classisismo,.., de qualquer grupo de identidade que se julgue discriminado;

2) Houve uma explosão de disciplinas sobre "queers" (gays, lésbicas, transexuais, etc), todas em favor de afirmar que o sexo é uma escolha não tem nada a ver com biologia. Disciplinas como "Além do Binário", "O que é Homem e Mulher", "Somos todos Loucos: Gênero e Cultura", "Queers e a Bíblia", "Religião Queer" e "Comida Queer",

3) Disciplinas contra o capitalismo também abundam nas universidades americanas;

4) Há também as disciplinas bizarras como sobre: Vampiros, Zumbis, Vibradores, Fidel Castro e Che Guevara (dando glórias aos dois assassinos sanguinários), além de uma tara por Donald Trump. Há disciplinas como : "Raça e Trump", "Casamento e Trump", "Misoginia e Trump", "Estudando Sócrates em Tempos de Trump"...

Vejam a lista de disciplinas da universidades no relatório. É bizarro e assustador. É "comédia e tragédia", como diz a YAF.

Recentemente, eu fui a um seminário em Oxford, com a participação de professores de diversos lugares do mundo e pude ver mais uma vez como o ensino está totalmente bizarro no mundo e como os professores falam as mais tresloucadas asneiras e são aplaudidos.

O que fazer? A YAF costuma também indicar onde estudar para evitar tantas estupidezes.

É guerra cultural, podem ter certeza. É guerra!


quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Muçulmano, Prefeito de Nazaré, Cancela Celebrações de Natal.


Por que ele cancelou o Natal na terra do Salvador? Ora, por causa de Trump.

Supostamente, se Trump não tivesse declarado Jerusalém como capital de Israel, ele permitiria as celebrações.

O prefeito declarou que a decisão de Trump entristeceu os muçulmanos por isso não tem festa de Natal dos cristãos.

Mas, deixando de lado a falta de lógica, mesmo em se tratando da relação judeus-muçulmanos por que os cristãos têm que pagar o pato?

Vejam relato da Fox News.

Just like during the original Christmas, Jesus' birth will not be celebrated in Nazareth this year -- though this time, it's being blamed on President Trump.

Trump's decision to recognize Jerusalem as the capital of Israel has caused a backlash in the region, particularly among Muslims, and the reaction's reverberated to Nazareth, where the town's mayor, Ali Salam, announced Thursday that all planned Christmas events would be canceled.


"Our identity and faith cannot be bargained,” Salam, a Muslim, said, according to 10 News. “[Trump’s] decision has taken away the joy of the holiday and we will cancel the festivities this year.”
Nazareth, the northern Israeli town which is home to a population made up mostly of Muslims and Christians, is scrapping all holiday plans, including a Christmas market and festival.
The annual events are a huge tourist attraction during the Christmas season. Nazareth is believed to be Jesus Christ's childhood home, though he was born in Bethlehem. Still, Nazareth is an important point on the Christian Christmas pilgrimage.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Por Que Não se Deve Mudar o Pai Nosso - Escritor e Tradutor Anthony Esolen.


Bom, eu diria simplesmente que a oração foi ensinada pelo próprio Cristo e suas palavras são claras fazendo com a tradução seja também clara.

Não se deve mudar "não nos leve para tentações"  para "não nos deixeis cair em tentação". A tradução usada em português e espanhol é simplesmente errada, não corresponde às palavras de Cristo, e o Papa não deveria tentar impor uma tradução errada.

Sem falar, que em termos puramente técnicos de tradução seria uma mudança errada e teologicamente controversa.

Mas aqui vai o que diz o famoso tradutor Anthony Esolen sobre o assunto.  Ele é famoso mundialmente por traduzir por exemplo a Divina Comédia de Dante. Ele é também terminantemente contra a versão que se tem em português e espanhol.

Em destaque, Esolen lembra que o próprio Cristo disse para rezarmos, caos contrário, nós seríamos "testados" ou colocados em tentação. Todos têm que "lutar o bom combate".

O texto de Esolen foi publicado no site First Things.

WHY WE SHOULDN’T CHANGE THE LORD’S PRAYER


Anthony Esolen, 12.11.2017.

Pope Francis has caused another round of cheering and dismay by calling for a “better translation” of the words of the Lord’s Prayer. Specifically, he says that the line familiar to us English speakers as “lead us not into temptation” should be rendered as “let us not fall into temptation,” because a loving Father does not subject His children to evil. We may cite here, in apparent support of that statement, the words of St. James: “Let no one say when he is tempted, ‘I am tempted by God’; for God cannot be tempted with evil and he himself tempts no one; but each person is tempted when he is lured and enticed by his own desire” (Jas. 1:13–14). It was not God who tempted Job, but Satan. It was not God who tempted David with the sight of Bathsheba bathing in her garden, but David himself, whose desire gave birth to the sins of adultery and murder. All Christians, I suppose, will agree.

And yet, and yet: The words of Jesus are clear. The original Greek is not ambiguous. There is no variant hiding in the shelves. We cannot go from an active verb, subjunctive mood, aorist tense, second person singular, with a clear direct object, to a wholly different verb—“do not allow”—completed by an infinitive that is nowhere in the text—“to fall”—without shifting from translation to theological exegesis. The task of the translator, though he should be informed by the theological, cultural, and linguistic context of the time, is to render what the words mean, literally, even (perhaps especially) when those words sound foreign to our ears.
Here someone will shout, “But sometimes the meanings are not literal.” I agree. Sometimes the primary meaning is figurative; but that is still a linguistic judgment, and not theological exegesis. Even so, we are far more likely to paint for our readers a broad range of figurative meaning by keeping close to the literal field wherein that meaning takes root and flourishes, than by dispensing with the literal, and losing it and much of the figurative to boot. Hence translations that suppress the word “seed” (as in “Abraham's seed”), or “fruit” (as in “be fruitful, and multiply,” or Jesus’s parable of the vineyard owner who sent his servants to gather the “fruit” of his land), replacing these words with “offspring” and “produce,” are not only pallid English. They make it impossible for us to hear the figurative resonances of these words as Jesus and his fellow Jews heard them, across all of Scripture. They distance us—who are already farther off than is healthy—from what Aidan Nichols, O. P. has called “the warmth and wonder of created things,” of fruit, and seed, and the marital act that sows the seed.
Someone else will say that language changes over time, and that is why we need revisions. Perhaps; but the ancient Greek has not changed, and English in this regard has not changed. “Lead us not into temptation” means “do not lead us into temptation,” and that is that. We might revise and render “temptation” as “testing” or “trial”: “Do not lead us to the test,” but that would still fall under the pope’s disapproval.
No, I believe that the Greek means what it means, and what it means is accurately rendered as “lead us not into temptation,” exactly the same in Matthew as it is in Luke.
Then someone objects, and says that the Greek is just a translation of the Lord’s Aramaic, so that we, by guesswork, can efface the Greek and replace it with a supposititious original. There are three problems here. First, the Greek is the text we have, and it is canonical. Second, there is no reason to suppose that Greek-speaking Jews did not pray the prayer exactly as the Greek-speaking Saint Luke records it, which in this line is identical to Matthew’s. Third, if we consider a Semitic substrate it becomes more likely, not less, that the Greek me eisenenkeis hemas eis peirasmon is an exact rendering of what would be a verse of psalmic poetry, as I believe all of the Lord’s Prayer is. We would have A + B + C, where A is the negative, B is a causative verb (in Hebrew, “lead” = “to cause to go,” as in Psalm 23) with affixes for second-person singular subject and third-person plural object, and C is “into-temptation.” Such a verse or half-verse would be familiar to every one of Jesus's listeners, and they would have expected it to be completed by a second half. And so it is, in another A + B + C: “but + free-us + from-evil,” each element in correspondence with its partner in the previous half. No, I’m afraid that all attempts to justify an alteration on linguistic grounds fail. But what about the theology?
Let us be careful here. Jesus himself, in Gethsemane, instructed his apostles to pray “lest they be put to the test,” echoing his own words in the Lord’s Prayer. It is not a prayer that they should not fall into temptationmuch less that they should not yield to temptationIt is parallel instead with Jesus’s prayer in the garden, that he might be spared the cup that he was about to drink. Jesus knows our weakness, and knows that trials will come. He knows that, as James says, “blessed is the man who endures trial, for when he has stood the test he will receive the crown of life which God has promised to those who love him” (1:12). But we are weak. We are not yet heroes. We are hardly soldiers at all. So we confess our weakness.
We pray, then, that God will spare us that test—even as we know that tests will come. Jesus himself says it. Satan has demanded Peter, to sift him like wheat, says Jesus, “but I have prayed for you, that your faith might not fail; and when you have turned again, strengthen your brethren” (Luke 22:31). We are not heroes, we are poor and unprofitable servants, yet we are called to say, with St. Paul, “I have fought the good fight, I have finished the race, I have kept the faith” (2 Tim. 3:7). And a Father might very well allow His grown sons and daughters to stand the test, that they might show their strength—His strength in them!—and triumph over the Slanderer.
The words of Jesus, as words, are clear. Their implications are profound. They are hard for us to fathom. They strike us as strange. That is as it should be. Let them stand.

Anthony Esolen is professor of English Renaissance and classical literature at the Thomas More College of Liberal Arts.


segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Papa Francisco Quer Mudar o Pai Nosso


Isso mesmo, ele não gosta de parte da tradução milenar que se tem da oração que foi ensinada pelo próprio Cristo.

No seminário que eu fui em Oxford, um palestrante falou de uma igreja cristã que cortava partes da Bíblia que não se adequavam ao pensamento moderno. E muitos na plateia acharam lindo isso.

Mas essa do Papa pode ser pior do que isso, pois a Oração do Pai Nosso resume de forma belíssima toda a Bíblia e o mistério divino do livre arbítrio.

O Papa não gosta da parte que se diz em inglês: "não nos leve à tentações", prefere a versão que já se tem em português:  "não nos deixeis cair em tentação".

Ele acha que Deus não nos leva a tentações.

Bom, mas na verdade a versão grega original e de sempre é a que se diz em inglês.

Daqui a pouco ele vai dizer que Deus não permite o mal e que não existe livre arbítrio.

Desde as mais antigas traduções do grego para o latim, Vulgata, é assim que é traduzido: não nos leve à tentações.

Podem parecer traduções similares, mas há diferenças e como foi Cristo quem nos ensinou, como mexer nisso?

Vejam o relato disso no site do American Catholic.

O site  Catholic Report tentou salvar o Papa dessa mais uma confusão que ele nos coloca, mas acho que não conseguiu. Leiam vocês mesmos e tomem suas próprias conclusões.


sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Deus e Alá, nos Livros e na Vida - Seminário em Oxford


Por uma graça divina, minha vida acadêmica e profissional já me permitiu participar de seminários e debates em todos os continentes e sobre assuntos diversos, relacionados a economia, a relações internacionais e a religião.

Seguramente, para mim, seminários da disciplina economia são os mais inúteis, a economia se especializou demais, se distanciou demais da realidade e do que é moral, não consegue prover ideias novas, e os economistas ficam disputando quem é o que mais se perde em modelos econômicos inúteis.

Seminários de religião são, para mim, os mais interessantes, mas também os mais sensíveis e perigosos. O assunto é muito delicado. E tenho uma regra: quanto menos ateus tem um seminário, mais o seminário fica interessante. O ateísmo é uma religião que odeia e tenta diminuir todas as outras religiões. O seminário sobre religião é o único que pode ter maioria dos palestrantes que odeia a própria disciplina.

Participei nessa semana de um seminário sobre religião na famosa universidade de Oxford.

Apesar do famoso local do seminário, foi talvez um dos seminários mais fracos sobre religião que já participei, tinha ateu demais. Talvez o seminário só perca em termos de fraqueza para o que fui na Suécia, na universidade de Uppsala. Mas acho que não. Interessante como renomadas instituições estão devastadas intelectualmente em termos de teologia.

Quando eu participo de um seminário, eu realmente procuro aprender com os tópicos que estão sendo falados pelos palestrantes, assim costumo fazer perguntas e dar sugestões.

Vou fazer aqui um pequeno resumo sobre alguns palestrantes do seminário em Oxford. Não assisti a todas às palestras, pois tive um compromisso em parte do tempo, e tive que voltar ao Brasil no último dia.

A minha palestra foi escalada para o primeiro dia. Isso é realmente perigoso em um seminário sobre religião, muito especialmente quando se vai tratar de Alá. Pode haver muçulmanos agressivos na plateia e você não teve tempo de conhecê-los. Se esses agressivos forem mulheres, você está ainda em pior situação, por ficar mais acuado, pois tem de calibrar sua própria agressividade.

O seminário foi liderado pelo vigário da Igreja Anglicana Brian Mounford. Ele foi educado durante o seminário, como costumam ser os ingleses, mas sua posição de extrema esquerda em alguns temas religiosos ficou clara em alguns momentos.

Aqui vão os resumos críticos das palestras que assisti. Se não quiserem ler sobre todas, sugiro que leiam a minha (número 3) e a última sobre casamento gay.

1) A primeira palestra, de uma professora da Irlanda, tentou conciliar o que se chama de "abordagem de capacidade" (capabilities) com religião. A apresentadora certamente favorece essa abordagem contra religião, especialmente contra a Doutrina Social da Igreja Católica. Essa abordagem de capacidades trata sobre "o que uma pessoa é "capaz de ser" e centra seus princípios em "emoções".
E ela ainda trouxe temas econômicos, dizendo que a desigualdade estava aumentando no mundo.

Na hora das perguntas, eu a lembrei que a Doutrina da Igreja tem como base fundamental a realidade do pecado, o que uma pessoa pode ser depende disso. Ela simplesmente respondeu que levaria meu argumento em consideração (hummm... será?).

2) A segunda palestra, era uma senhora idosa, professora nos EUA. O que ela falou em resumo foi atacar Trump, ele seria um monstro que trouxe o armagedom. Nem lembro direito o tema dela. Bom, bobagem, não merecia comentário sério.

3) Daí, chegou minha vez.

Meu artigo chama-se "God and the Dystopias". Eu considero 4 distopias, livros que prevêem um futuro terrível, e procuro ver onde os 4 autores colocaram Deus nos seus futuros terríveis. Usei os livros de Robert Benson, Aldous Huxley, George Orwell e Boualem Sansal.

Depois de mostrar onde estar ou não estar Deus nesses livros, eu discuti se o Deus cristão é idêntico a Alá. Trago a contribuição de muitos filósofos e teólogos sobre o assunto.

Recebi 4 perguntas ao final. Uma delas queria saber como a teologia pode ter efeito prático. Eu respondi dando o exemplo de políticos que dizem que o Islã é religião de paz, será que esses políticos sabem o que dizem?

Outro disse que o Islã tem muitas seitas e em uma delas Alá pode ser conhecivel. Eu respondi que não conhecia essa seita e isso seria difícil pois Maomé disse que nem mesmo ele veria ou conheceria Alá, quando morresse.

Outro perguntou sobre a importância das distopias para o debate. Eu lembrei o quanto os livros de Orwell e Huxley são usados por estudiosos e políticos nos dias de hoje, para tentar explicar o mundo.

Daí, um muçulmano me disse que apesar de Maomé não ser conhecivel, ele podia senti-lo e ama-lo. Eu disse que sim, mas o fato do homem ser a imagem de Deus no cristianismo faz toda diferença, aproxima Deus do ser humano.

E eu iria provar isso na apresentação desse mesmo muçulmano, apesar de achar que ele não se deu conta no momento.

Na hora do cafezinho, 4 professores me elogiaram e pediram meu artigo. E debatemos mais um pouco.

4) Artigo de uma professora dos EUA sobre a neurobiologia da fé. Questões biológicas. Interessante. Mas eu não tenho conhecimento para avaliar.

5) Artigo de professor americano sobre a tolerância religiosa em Ciro, rei persa, que libertou os judeus e aprovou reconstrução do templo. Bem interessante.

6) Artigo de professora dos EUA sobre a imagem do Bom Pastor, de Jesus Cristo. Bem legal, ela realmente ama essa representação.

Perguntei sobre as imagens de peixe e de pelicano de Cristo. Ela respondeu apenas sobre a do peixe que foi usada por cristãos protestantes americanos no século passado.

7) Professora americana falou da "religião da terra", "espírito das montanhas". Não tenho paciência para isso. Deixei passar.

8) Duas professoras iniciantes dos EUA, falaram de forma muito confusa e totalmente despreparada da relação entre religião e direitos humanos. Um lixo de apresentação. Uma delas falava extremas bobagens, com muita firmeza, parecia um gênio que encontrou a verdade e pode ensinar a todos. Putz. Elas também usaram a tal  abordagem de capacidades.

9) Professor de Hong Kong falou sobre a feiúra e a beleza na arte religiosa. Bem legal. Gostei. Ele exibiu a imagem do Altar de Isenheim.

10) Estudante de PhD dos EUA falou sobre o livro de Crônicas da Bíblia, foi bem interessante. Talvez tenha faltado a ela relacionar com a modernidade.

11) Palestra do muçulmano que me questionou. O artigo dele é uma simples comparação entre um estudioso ocidental e um estudioso muçulmano sobre o meio ambiente. Ele queria dizer que o Islã era melhor pois dizia que a religião prega que o ser humano é administrador da natureza mas também deve cuidar bem dela.

Apresentação boba.

Ao fim, eu disse que a Bíblia, logo em Gênesis, diz que o homem é administrador da natureza e como o homem é a imagem de Deus isso pressupõe que deve cuidar bem da natureza.

Ele não quis comentar meu argumento. Só agradeceu. Ficou feio pra ele na hora.

12) Artigo sobre espiritualidade da peregrinação, de professora americana. Horrível. Ela não falou nem muito do assunto. Em suma ela disse que quem não tem lar se volta contra Deus e atinge nova espiritualidade. Chegou a mencionar a teologia da libertação.

13) Palestra de muçulmano sobre a lei muçulmana contra crimes juvenis. Interessante. Não prestei muita atenção, no entanto, porque ele me pediu para filmar a apresentação dele. Eu estava sentado do lado dele. Mas pareceu-me boa.

14) Palestra sobre o Papa Inocêncio III. Eu achei que a professora dos EUA ia falar de Cruzadas, mas ela falou da relação do papa com os judeus. A palestra não foi tão boa porque ela se vestia de forma muito estranha e tinha um penteado estranhíssimo, além disso ficou segurando um computador enorme e não usou Power Point. Mas foi bem interessante o que ela falou.

Ao final, eu sugeri, em particular, que ela usasse o Power Point e que mostrasse logo no título que não ia falar das Cruzadas. Ela foi bem gentil e agradeceu minhas sugestões.

16) Palestra de uma professora americana de "raízes africanas'. Um desastre, só se aceita aquilo, porque ela exaltava toda hora suas "raízes africanas". Passava 20 minutos falando de coisas diversas, sobre como ela plantava seus próprios vegetais, e outras bobagens. O Power Point era só fotos e ideias de animalismo. Na hora das perguntas, foi uma viagem total em meio a sorrisos para agradar. Precisei de muita paciência para não ir embora.

15) Palestra de professor americano em defesa do casamento gay dentro do cristianismo.

Na verdade, o que ele fez foi pegar um livro de um seminarista gay protestante da década de 50, que foi publicado por conta própria, e fez um resumo.

Eu não teria coragem de fazer isso. É picaretagem demais.

Mas, em suma, ele quis dizer que um seminarista gay escreveu esse livro há bom tempo defendendo o que ele defende agora.

Ele insistiu que o cristianismo deve aceitar os gays e esquecer o foco em procriação, o foco deve ser o amor.

O cara ainda teve a petulância de usar a imagem de Cristo com São João para sugerir que Cristo apoiava os gays.

Nessa hora, eu não aguentei e disse um pouco alto, em inglês: "Não, assim não, aí já é demais."

Na hora das perguntas, começou um forte debate entre eu e ele, que teve de ser interrompido pelo vigário anglicano.

Eu comecei dizendo: "Você sabe que o pecado do ato homossexual é um dos que clamam aos céus por vingança, você sabe a história de Sodoma, você sabe que os católicos acreditam nas visões dos santos. Um desses santos, Santa Catarina, falou com Deus, e Ele disse que o ato homossexual era tão grave que até o demônio tinha nojo. Então, pergunto se o seminarista do livro confrontou as ideias dele com as da Bíblia."

Ele não me respondeu, começou a falar  que a Igreja Católica era contra a usura e agora é a favor.

Eu disse: "Usura? Nós não estamos falando disso, e perguntei sobre o seminarista de novo"

Ele se enrolou, falou que a Igreja apoiava a escravidão.

Eu disse novamente que esse não era o assunto, e fiz novamente minha pergunta.

Daí, o vigário interveio dizendo que era melhor parar. Mas, para minha raiva, o vigário disse que o cardeal Newman, que era anglicano e virou católico, defendia o desenvolvimento da doutrina e assim a Igreja Católica ainda iria aceitar o casamento gay e a contracepção.

Minha vontade, era simplesmente dizer que Newman não saiu da Igreja Anglicana para a Católica atrás desse tipo de desenvolvimento. E que a teologia dele de desenvolvimento da doutrina não era assim.

Mas se eu fizesse isso corria o risco do simpósio virar um caos. Fiquei quieto e deixei pra lá, achei que já tinha mostrado meu ponto sobre casamento gay.

É isso, amigos, uma guerra.

Finalmente, acabo de chegar de volta ao Brasil, e como saiu o acordo do Brexit hoje, resolvi acessar o site do The Telegraph para ler sobre o assunto. A capa é sobre Brexit, mas havia um artigo que me lembrou a educação que se tem hoje em dia. O artigo dizia que a educação universitária britânica é uma fraude educacional e financeira. Se é assim em Oxford o que será que temos no Brasil?




terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Minhas Visitas a Chesterton, C.S Lewis e J.R.R Tolkien em Oxford


Estou em Oxford para um simpósio sobre religião, para apresentar um artigo que escrevi que trata de teologia e também de literatura. Vou ver se amanhã eu faço um resumo de minha apresentação e de outras apresentações do simpósio, aqui no blog. Posso adiantar que foi um seminário interessante, mas tecnicamente não foi um simpósio muito bom. Muita bobagem foi dita por alguns professores. Algumas me deixaram até triste. Mas outras foram até divertidas. Vou ver se escrevo amanhã sobre isso.

Mas eu aproveitei minha estadia aqui em Oxford para "visitar" Chesterton, C.S Lewis e J.R.R Tolkien. Claro, eles já faleceram e Chesterton nunca morou em Oxford.

No entanto, em Oxford, nós temos a Chesterton Library, que possui alguns objetos pessoais e livros de Chesterton.

E Lewis e Tolkien moraram em Oxford e frequentaram todas as terças-feiras um pub chamado The Eagle e The Child.

Em suma, visitei a Chesterton Library e o pub.

Para conhecer a Chesterton Library é preciso contactar William Griffiths que mora em Londres, combinar o dia e o horário. A Library ainda está em fase de coletar arquivos mas tem coisas bem interessantes, como a máquina de escrever de Chesterton onde ele escreveu O Homem Eterno. Na foto acima, eu coloco meu dedinho nessa máquina de escrever. Demais.

Para conhecer o pub, não precisa de nada, bastar ir lá. É talvez o pub mais famoso do Reino Unido, pelo encontro que havia entre Lewis, Tolkien e outros, conhecidos como the Inklings. Chesterton participou desses encontros também. 

1. Aqui vão as fotos da Chesterton Library

Igreja de São Luís de Gonzaga, onde está a Chesterton Library, que contou com as missas do Cardeal Newman e teve Tolkien como seus fiéis.


Um artigo com um desenho de Chesterton feito pelo próprio Chesterton.


Óculos de Chesterton


Objetos de teatro infantil de Chesterton


Chapéu de Chesterton


Suas bengalas


Sua máquina de escrever


Primeiro desenho de Chesterton quando ele tinha entre 6 e 7 anos


Dr. William Griffiths me mostra cabelos de Chesterton quando criança, era comum guarda-los.


Livro que estava no bolso do paletó de Chesterton quando ele morreu. Livro de história de detetive.


Fim do passeio, Dr. William disse que entendia espanhol, e assim conseguia ler em português, então eu lhe dei meu livro.


2. O pub The Eagle and the Child

Fotos da entrada do pub



Placa explicando The Inklings


Imagem de Nárnia


Imagem dos Hobbit


Uma miniatura do Hobbit


Gravura dos Inklings


Foto de Lewis


Foto de Tolkien



Espero que tenham gostado. Eu achei os passeios fantásticos, bem melhor que o seminário, hehe.




sábado, 2 de dezembro de 2017

Luxúria e Muçulmanos Tentaram Destruir Santo Sepulcro


Não é interessante e revelador do nosso mundo, luxúria e Muçulmanos tentaram destruir lembrança de Cristo? 

Cristo foi crucificado na Gólgota e depois colocado em uma tumba com apenas 42 metros de distância. 

O imperador Adriano, imperador muito famoso pelo avanço dos domínios romanos, mas também pelo seu amante gay, resolveu construir um templo a Afrodite, deusa da luxúria, em cima de Gólgota e da tumba. Imagem abaixo.


Em seguida, com a vitória de Constantino, que elevou o cristianismo, foi construído uma Igreja Catolica lá, destruindo Afrodite, veja abaixo.



Depois, vieram os muçulmanos, eles destruíram a Igreja feita por Constantino.

Os Cruzados a reconstruíram em 1009. Viva os Cruzados! Vejam abaixo.


Hoje, temos a a Igreja dos Cruzados que foi consagrada em 1149.


Interessante, luxúria e Muçulmanos tentaram destruir a lembrança de Cristo.

O mesmo temos hoje em dia.

Imagens da National Geography.




Líder do Estado Islâmico Admite Derrota e Manda Tropas para Sul da Líbia


Hummm... Líbia, aquele país que Sarkozy e Cameron quiseram tirar do ditador sanguinário Maammar Gadafi, daí grupos radicais terroristas aterrorizaram o país, sodomizaram Gadafi e depois a França e o Reino Unido abandonaram o país no caos, tanto que hoje tem até leilão de escravos por lá.

Obama, não fica atrás, foi lá que ele deixou que terroristas matassem um embaixador seu.  O fato do governo Obama e sua secretária de Estado (Hillary Clinton) terem sidos tão estúpidos diante do ataque terrorista que matou o embaixador, virou até filme.

Diante do caos que ficou a Líbia não é de assustar que al-Baghdadi, líder do Estado Islâmico, vendo a surra que suas tropas estão levando no Iraque e na Síria, tenha recomendado que elas fossem para o sul da Líbia.

Nas suas ordens, al-Baghdadi recomendou que atacassem o Egito, Tunísia e Argélia.

Preparem-se, países do Magrebe  e Egito, a Líbia vai piorar ainda o seu caos interno.

Vejam texto da Bas News.

IS Chief Al-Baghdadi Orders Militants to Reorganize in Southern Libya



RBIL — The leader of Islamic State (IS) organization Abu Baker al-Baghdadi had ordered his militants to resort to southern Libya after they were defeated in Iraq and Syria.
In his letters to the IS leaders in Libya, which have been revealed recently, Baghdadi instructs them to use the rugged areas in south of Libya for reorganizing the militants fleeing from Iraq and Syria, Asharq Al-Awsat reported on Thursday.
The IS chief has also ordered his followers to target Egypt, Tunisia and Algeria.
“Asharq Al-Awsat has seen documents seized from the headquarters of the IS in different parts of Libya, including letters from al-Baghdadi to 13 of his top aides in Libya, some of which date back to the end of last year, and a few weeks later,” the source said.
These documents are kept by the Libyan authorities, it said.
In one of his letters, al-Baghdadi admitted the defeats of the organization in Iraq and Syria, calling on his aides to seek to compensate these defeats by going to the south of Libya.