segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Europa não é mais Cristã - 133 Ataques Terroristas na Europa contra Cristãos.


O que você faria ou deixaria de fazer pela sua fé? Isto determina sua religião. Cristo pediu a um jovem que largasse toda sua frtuna e O seguisse. O jovem não quis. Hoje eu acho que Cristo bastaria pedir para que um jovem largasse o facebook e seria abandonado.

O presidente do Observatory on Intolerance and Discriminartion Against Christians in Europe (Observatório da Intolerância e Discriminação Contra Cristãos na Europa), Martin Kugler, disse recentemente que a Europa não é mais cristã. Os cristãos ainda se sentem maioria, mas só uma minoria é de cristãos praticantes, os outros não se importam com ações de intolerância ou mesmo terrorismo contra cristãos na Europa.

O que a Igreja fará contra isso? Dissolver o casamento tradicional e aceitar o casamento gay irão atrair mais "cristãos praticantes"? Não seria mais cristão (mais Cristo) reforçar  e ensinar mais a Doutrina para que todos entendam o significado da incarnação de Deus e 2 mil anos de história?

O Observatório contou 241 casos contra cristãos na Europa em 2013, destes, 133 foram ataques violentos contra locais sagrados para cristãos.

Vejam o vídeo abaixo da Rome Reports em que Kugler relata isso, traduzo em seguida.





Uma das marcas registradas da Europa é que durante séculos o Velho Continente foi Critão. As coisas mudaram e a Europa cristã está se tornando uma coisa do passado.

MARTIN KUGLER do Observatório sobre Intolerância e Discriminação contra os cristãos na Europa
"Os cristãos na Europa, ainda na crença de que eles são a maioria, isso não é verdade, se estamos falando de cristãos praticantes. Se você não tem a sua fé realmente em sua vida, então você não se importa se você é forçado a cooperar em alguma coisa antiética em sua profissão ".

O Observatório sobre a Intolerância e Discriminação contra os cristãos na Europa, monitora agressão direta ou indireta contra os cristãos. Em 2013, verificou-se 241 casos de intolerância. Destes, 133 foram ataques violentos contra locais de adoração. O resto são discriminação no trabalho e em novas legislações.

MARTIN KUGLER do Observatório sobre Intolerância e Discriminação contra os cristãos na Europa
"Há discriminação nas esferas jurídicas quando estamos falando de nossa liberdade de consciência. Por exemplo, quando estamos a falar de médicos, farmacêuticos, parteiras que são forçados a cooperar em um aborto ou em fertilização in vitro ou em eutanásia."

Especialistas confirmam que a discriminação religiosa contra os cristãos piorou nos últimos anos. Se os cristãos querem defender sua fé e convicções, Kugler afirma que primeiro devem mudar sua mentalidade e reconhecer que eles são uma minoria religiosa, que vai se tornar ainda menor, se algo não mudar.



sábado, 20 de dezembro de 2014

A Guerra Secreta do Vaticano: Como Papa Francisco Traz Discórdia


O título do meu post é apenas tradução do título da revista francesa Le Figaro, edição desta semana (19 de dezembro), que traz também uma entrevista com Cardeal Burke. Infelizmente, o site da revista não é aberto ao público.

Mas o Rorate Coeli publicou a entrevista com Cardeal Burke. O Rorate Coeli que leu a  revista diz que o tema geral é o autoritarismo do Papa Francisco e como muitos estão insatisfeitos e perplexos com o Papa.

Aqui vai tradução da entrevista de Burke:

Cardeal Burke: "Estou muito preocupado."

Jean-Marie Guénois
Le Figaro Magazine
19 de dezembro de 2014

Nomeado por Bento XVI prefeito do Supremo Tribunal da Signatura Apostólica, um dicastério da Cúria Romana, o cardeal americano Raymond Burke foi demitido desta missão por Francisco, e nomeado capelão da Ordem de Malta. Em um evento extremamente raro na história da Igreja, ele se atreveu a criticar publicamente o método seguido pelo Papa durante o Sínodo sobre a Família.

Le Figaro Magazine - Pode um cardeal estar em desacordo com o papa?


Cardeal Burke - É certamente possível para um cardeal estar em desacordo com o papa sobre as questões processuais ou de uma linha pastoral. Mas é, por outro lado impossível que haja uma divergência sobre um assunto de doutrina e disciplina da Igreja. Isso significa, portanto, que um cardeal, em determinadas situações, tem o dever de dizer o que ele realmente pensa ao papa. Obviamente, ele deve sempre expressar-se de forma respeitosa, porque o papa representa o ministério petrino. Mas se o papa tem cardeais em torno dele, é precisamente com o objetivo de dar-lhe conselhos.

Foi demasiada importância dada às divergências notadas durante o Sínodo sobre a Família?

O que é estranho neste dossier dos divorciados recasados é que aqueles que lembraram e apoiam o que a Igreja sempre ensinou foram acusados de serem contra o Santo Padre, e de não estar em sintonia com a Igreja ... É incrível! Dito isto, a Igreja sempre teve disputas teológicas e fortes confrontos em que os teólogos e cardeais foram levados a dar a sua opinião. Se, portanto, eu publiquei, junto com outros cardeais, um estudo sobre este tema para expressar minha opinião, é no espírito de proporcionar uma verdadeira discussão teológica para alcançar a verdade.

Você ficou chocado com o que aconteceu no Sínodo?

O sínodo foi uma experiência difícil. Havia uma linha, a do cardeal Kasper, poderíamos dizer, por trás da qual se alinharam aqueles que tinham em suas mãos a direção do sínodo. Na verdade, o documento intermediário [Relatio post disceptationem] parecia ter já tinha sido escrito antes das intervenções dos padres sinodais! E de acordo com uma única linha, em favor da posição do cardeal Kasper ... A questão homossexual também foi introduzida, o que não tem nenhuma relação com a questão do casamento, procurando elementos positivos nela. Outro ponto altamente preocupante: o texto intermediário não fez referência às Escrituras, nem para a Tradição da Igreja, nem para o ensino de João Paulo II sobre o amor conjugal. Era, portanto, altamente decepcionante. Como também o fato de que no relatório final foram mantidos os parágrafos sobre a homossexualidade e os divorciados recasados que no entanto não tinham sido aprovados pela maioria necessária de bispos.

O que está em jogo nestas controvérsias?

Em uma época cheia de confusão, como podemos ver  na teoria do gênero, temos o ensinamento da Igreja sobre o matrimônio. No entanto, estamos, sendo empurrados para uma direção de admissão à comunhão dos divorciados que voltaram a casar. Sem mencionar essa obsessão em apressar os procedimentos de anulação do vínculo conjugal. Tudo isso levará de fato a uma espécie de "divórcio católico", e para o enfraquecimento da indissolubilidade do casamento. No entanto, a Igreja deve defender o casamento, e não enfraquecê-lo. A indissolubilidade do matrimônio não é uma penitência, nem um sofrimento. É uma grande beleza para aqueles que a vivem, é uma fonte de alegria. Por isso, estou muito preocupado, e eu apelo a todos os católicos, leigos, sacerdotes e bispos, a envolver-se, a partir de agora até a próxima assembléia próximo, a fim de destacar a verdade sobre o casamento.

- Entrevista concedida em Roma a Jean-Marie Guénois


(Agradeço a indicação do Le Figaro ao site Vox Cantoris)

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

5 Dicas para Dedender o Catolicismo contra Protestantes ou Ateus


São Tomás de Aquino exaltou o debate religioso em sua Summa Teológica
 Ele usava o melhor argumento contra a posição dele para avaliar. Ele ensinou que deve-se ser honesto e caridoso com inimigos da religião católica para conseguir convertê-los.

Regularmente, eu debato especialmente com ateus e procuro o ensinamento dele.

Esta semana, Dr. Taylor Marshall do New Saint Thomas Institute divulgou um vídeo com 5 dicas para debater com ateus e protestantes.

Vejamos as 5 dicas.



1) Evite ficar emocionado ou exaltado. Permaneça tranquilo. Não diga que a pessoa vai para o inferno ou que lembra Hitler.

2) Procure não debater por email. Pois emails não permitem perceber o estado de espírito da pessoa.

3) Se prepare para debater. Estude e pesquise sobre os pontos mais relevantes da história e da Doutrina Católica.

4) Não use a falácia do Espantalho (strawman). Isto é, não piore o argumento do oponente para facilitar a desaprovação dele. Faça como São Tomás, use o melhor argumento dele. E se não souber respondê-lo diga que não sabe mas que irá estudar o assunto e na próxima conversa irá respondê-lo.

5) Aprenda estilos de retórica, como usar sua própria experiência de vida ou usar histórias/parábolas como o próprio Cristo fez.


quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Os Castros Venceram? A Oposição a Obama Responde. E eu também.



Vamos ouvir a opinião da oposição ao governo Obama sobre o acordo dos Estados Unidos com Cuba, na pessoa do senador Ted Cruz. Depois eu dou a minha própria opinião.

Cruz tem se destacado na sua firmeza contra o presidente Obama e tem celebrado as vitórias recentes do seu partido nas eleições parlamentares. Meu candidato a governo americano não seria ele, mas certamente, ele tem força popular para pleitear ser candidato a presidente.

Os dissidentes cubanos estão muito tristes com o acordo dizendo que os Castros venceram depois de anos de opressão. A opinião é compartilhada por Cruz.

Cruz deu uma entrevista para o canal Fox News sobre o acordo divulgado hoje entre Cuba e Estados Unidos que teve apoio do Canadá e do Papa Francisco. Este acordo pode acabar gerando o fim do embargo econômico a Cuba.

Aqui vão os pontos de argumentação de Cruz. Infelizmente, eu não consegui baixar o vídeo da entrevista, cliquem aqui para assistirem,  se quiserem. Cruz argumentou que:

1) Governo Obama, com o acordo com Cuba, segue o que vem fazendo há seis anos. Obama vem abandonando aliados (Reino Unido, Israel) e satisfazendo inimigos (Rússia, Irã e agora Cuba).

2) Cuba estava desesperada sem ajuda financeira quando seu principal aliado, Venezuela, vive uma crise econômica gigantesca. É nesse hora que Obama aparece para socorrer os ditadores cubanos que oprimem o povo há décadas.

3) O embargo econômico não trouxe democracia para Cuba, mas serve para limitar o impacto da ditadura cubana no mundo.

4) Obama em seu discurso culpou os Estados Unidos pela situação de Cuba. citou a tentativa de invasão da Baía dos Porcos, mas não mencionou em nenhum momento a Crise dos Mísseis  que quase levou o mundo a uma guerra nuclear. Cuba ia instalar mísseis soviéticos há poucos quilômetros dos Estados Unidos.

5) A doutrina do Obama é: "blame America first". Culpe primeiro os Estados Unidos. Os irmãos Castros é que são ditadores e Obama, o próprio presidente dos Estados Unidos, culpa os Estados Unidos.

6) Eu respeito o Papa Francisco, mas Obama deve defender os princípios americanos e não ditadores.

7) Há motivos para celebrar este acordo, no entanto, pela liberação do americano Alan Gross do regime opressor castrista.

8) Obama, porém, está libertando espiões cubanos. Isso é ruim para a soberania americana.

9) Obama tentou satisfazer Putin, tirando mísseis da Polônia, e Putin se tornou inimigo ainda mais forte dos Estados Unidos. Obama tentou satisfazer o Irã, e eles continuam falando em nos destruir.

10) Obama, pelas suas próprias palavras, segue o método "leading from behind" (liderando de trás). Os Estados Unidos abandona a liderança do mundo, e vemos a Ucrânia em chamas e muito mais.

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O que eu acho da opinião de Cruz?

Bom, é límpido que Obama, apesar de presidente dos Estados Unidos, detesta tudo que representa os Estados Unidos, desde a constituição americana até o poderio militar americano. Obama é um inimigo dos princípios americanos dentro do salão oval da presidência.

A diplomacia de Obama é um desastre? Sem sombra de dúvida.

Obama tem popularidade muito baixa, por conta de inúmeros erros, e está em fim de governo. O acordo pode estimular os apoiadores de Obama. Cuba precisa de ajuda financeira. Os Castros e Obama se ajudam.

Sobre Cuba, o embargo econômico dos Estados Unidos não justifica a pobreza do país e sim a ditadura opressora dos Castros que rouba Cuba há décadas. O embargo não é o problema. Cuba é aberta a todos os outros países. E o embargo foi muito aliviado durante o tempo.

Além disso, Venezuela, Rússia e China não sofrem embargo e são inimigos vorazes dos Estados Unidos.

Mas o embargo limitou a força econômica de Cuba? Acho que sim. Foi importante para pressionar os Castros? Não sei determinar isso.

Cuba precisa de um novo padrinho depois da Venezuela? Certamente.

E sobre o Papa Francisco? Não sei até que ponto ele foi importante. E como ele costuma ter um pensamento esquerdista, deve acreditar que o embargo é o que impede o desenvolvimento de Cuba. Cruz fugiu da crítica ao Papa.

Qual será o resultado do acordo? Os Castros venceram?

Não dá para dizer agora. Os Castros são moribundos, mas depois de décadas de roubo e opressão estabeleceram um método político perverso na ilha. O dinheiro que pode vir dos Estados Unidos pode alimentar ainda mais uma ditadura. Mas também o respiro de liberdade que pode vir dos Estados Unidos pode estimular o fim da ditadura.

E Cuba pode ainda trazer sérios problemas aos Estados Unidos? Claro que sim. Basta manter aliança com Irã, Rússia...

Veremos.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Al-Azhar: Terroristas do Estado Islâmico não São Infiéis. São sim Islâmicos.


Os líderes políticos e religiosos (como o Papa Francisco) do mundo cristão chamam o Estado Islâmico de extremistas, fundamentalistas e no máximo de terroristas. Evita chamar o Estado Islâmico de Islâmico. Por que?

A Universidade Al-Azhar é a mais antiga e mais importante universidade islâmica do mundo. Suas opiniões têm força política internacional sobre os muçulmanos. Por exemplo, quando o Papa Bento XVI discutiu fé e religião no Discurso de Regensburgo, argumentando sobre as fragilidades dos preceitos do Islã, a Universidade cortou relações com o Vaticano, que depois foram reatadas, depois que o Papa Bento XVI disse que foi um mal-entendido, pedindo desculpas. A Universidade age como um líder islâmico sunita mundial, em uma religião cheia de diversos líderes religiosos.

Recentemente, a universidade discutiu se o Estado Islâmico era ou não representante do Islã, se os membros do Estado Islâmico eram ou não infiéis. Muitos políticos ocidentais e até a Igreja Católica deseja que o Estado Islâmicos seja declarado anti-islâmico, um não representante da religião muçulmana. Apesar do Estado Islâmico sempre mencionar o Alcorão e os feitos de Maomé nas suas decisões.

E o que disse a Al-Azhar? Ora, que o Estado Islâmico não é infiel, faz parte sim da religião muçulmana. 

Será que isto irá silenciar os políticos e líderes religiosos cristãos que insistem na estupidez de dizer que o Estado Islâmico não é Islâmico?

Ayman Ibrahim falou muito bem sobre esta decisão da Al-Azhar e gostaria de perguntar a Al-Azhar se os cristãos seriam infiéis, em relação ao Islã. 

Os cristãos, assim como os judeus, são o “Povo do Livro”, Noé, Abraão, Moisés e Jesus também são profetas do Islã (apesar de serem descritos de forma bem diferente no Alcorão). Mas o Alcorão também os define como infiéis e manda persegui-los.

Se a Universidade AL-Azhar declarar que os cristãos são infiéis irá acelerar o genocídio dos cristãos no mundo muçulmano. Se declarar que não são fiéis talvez ajude aos cristãos, mas irá de encontro a passagens do Alcorão.

O que fazer? Ora, silenciar.

Leiam o excelente de Ibrahim no site da First Things.



terça-feira, 16 de dezembro de 2014

150 Anos do Sílabo dos Erros e o Problema da Popularidade


Na semana passada, dever-se-ia comemorar os 150 anos do Sílabo dos Erros (ou Syllabus dos Erros) elaborado pelo Papa Pio IX em 1864. Mas não vi nada no Vaticano. Vi apenas alguns sites católicos relembrando a data e um texto do Padre Alexander Lucie-Smith no jornal inglês The Catholic Herald.

Talvez a razão do silêncio seja o último erro descrito pelo Sílabo, o erro 80, que condena aqueles que dizem que a Igreja deve se guiar pelo progresso humano e pelo liberalismo.  O Papa Francisco é um representante orgulhoso do Vaticano II, que procurou muitas vezes se guiar por este erro. A celebração levantaria certamente esta questão. Ou do erro 3, que condena quem diz que razão humana sozinha pode encontrar Deus, não se precisa da graça divina. O Papa Francisco disse que a “consciência” sozinha podia. Ou dos erros 4, 5 e 6..., que acham que a Revelação Divina precisa da razão humana para se aperfeiçoar. Ou do erro 11, que diz que a Igreja deve se afastar da filosofia. Ou do erro 12 que diz que a Igreja impede o avanço da ciência. Ou dos erros 15 e 16, que defendem o relativismo religioso. Leiam todo o Sílabo.

Guiar-se pelo progresso humano é uma tentativa de tornar a Igreja mais popular, mais democrática. Mas isso abre as portas para heresias e para o abandono do próprio Cristo.

A busca da popularidade é um perigo. Escraviza. Aquele que possui popularidade muitas vezes faz qualquer para mantê-la.

Recentemente, eu vi uma pesquisa depsicologia que mostra justamente isso. Os mais populares, aqueles que dizem sim, bonzinhos, são mais propensos a cometer atrocidades, do que aqueles que estão prontos para dizer não.

Certa vez, eu fui incluído sem pedir em um grupo de amigos do whatssapp. Eram amigos de infância, há muito tempo não os vejo, não sei como está a vida deles, teria em prazer em me aproximar de alguns. Então, de princípio, aceitei participar do grupo e comecei uma pequena interação pelo whatsapp.

Mas meu celular começou a apitar inúmeras vezes durante o dia e mesmo durante a madrugada e a imensa maioria das mensagens eram inúteis, como o “kkkkkkk” para dizer que estava rindo. Outras eram redundâncias em cima do mesmo tema. E pior, eu percebi que não conseguia me comunicar com ninguém, pois as mensagens eram adicionadas e se perdia o fio da conversa. Então, eu disse que queria sair com apenas três dias de participação do grupo. Eu tinha sido uma pessoa até certo ponto popular na minha infância, início da adolescência, mas há muitos anos, eu tinha percebido como tinha cometido erros no processo, e há muito tempo eu tinha aprendido o valor do não. Justifiquei minha saída de forma sincera. Disse que eu estava recebendo muitas mensagens, que não gostava disso, por isso não participava de facebook ou do twitter.

Espero que a Igreja exalte o valor do Sílabo dos Erros do Papa Pio IX.

E reconheça o perigo da popularidade. As revistas Time ou Rolling Stone não impulsionam a Doutrina Católica, pelo contrário. E que a Igreja relembre que ela não é uma democracia.


segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Nova Cruzada contra Muçulmanos. Será Possível?


Por que o mundo cristão não estabelece uma cruzada para proteger os cristãos que sofrem genocídio por muçulmanos? Motivos para uma cruzada não faltam. Se lemos os motivos que levaram os papas Gregório VII (que não conseguiu conceber a cruzada) e o Papa Urbano II (que estabeleceu a cruzada em 1095) a defender uma força militar contra os muçulmanos na Palestina, vemos que eles relatam o que está acontecendo atualmente. Os turcos seljúcidas ou muçulmanos árabes de hoje são o ISIS, al Qaeda, Nusra Front, Boko Haram, etc.

Mas fale a palavra Cruzadas e você verá um esquerdista saltitar gritando desesperado.

Eu sou um leitor voraz sobre as Cruzadas. A primeira recomendação que dou é: esqueçam os livros escolares sobre o assunto. Os livros de escola são dominados pelo esquerdismo. Nao se aproveita nada. Quer ler sobre Cruzadas? Procure especialistas. Leia qualquer livro de Jonathan Riley-Smith, qualquer livro dele. Não conheço ninguém melhor. Também há um ótimo livro que resume muito bem, é de Thomas Madden.

As Cruzadas não eram guerras colonialistas, nem guerra santa, não procurava converter muçulmanos. Eram na sua formação guerra defensiva para defesa da peregrinação cristã. Mas em 700 anos de história pode-se encontrar guerra para converter, como a cruzada contra eslavos, e luta entre cristãos por terra.

As Cruzadas nem sempre foram contra muçulmanos. E nem sempre na Palestina.

Sem as Cruzadas, não teríamos Brasil. Foram os cruzados a caminho da Palestina que libertaram Lisboa dos muçulmanos e permitiu ao rei Afonso I fundar Portugal. Sem as Cruzadas também não teríamos Espanha e consequentemente não teríamos America Latina.

Mas o Padre John McCloskey resolveu sugerir uma nova Cruzada contra os muçulmanos hoje em dia.

Ele usou o artificio de que seria uma sugestão de Hilaire Belloc. Pensador católico que previu a ressurgência do Islã.

Vejamos o ótimo texto do Padre McCloskey publicado no The Catholic Thing, que é um excelente site.

Leia parte do texto do padre McCloskey abaixo. Para ler todo, clique no link. Estou com problemas para editar este post e sem tempo para traduzir.

A Spirited Visitor

By Fr. C. John McCloskey


 My old friend Hilaire Belloc spoke to me from heaven, where the Catholic sun doth shine and there is no need of plenty of wine. I was delighted to see him, even though he interrupted a fine sleep to communicate some suggestions to me and my confreres on how to handle the current threat to the civilized world posed by resurgent and aggressive Islam.
As many readers of The Catholic Thing already know, Belloc predicted that Islam would return as a major world threat, this time even more dangerous and armed with weapons of mass destruction, posing a serious challenge to the decadent West, which no longer even procreates at levels that replace its population. Over time Islam may well win the battle against the West via procreation, without firing a shot.
We cannot let that happen, and so Belloc told me to pass this warning on to you, in addition to making some additional suggestions.
His fellow heaven-dweller GKC frequently argued that, of course, what is most important is prayer! Nevertheless, we must also defend ourselves – as well as the innocents now being slaughtered in the name of false gods and the prophet Mohammed.
Regarding the West and the whole question of militant Islam (including the Islamic State, the crisis in the Middle East, and ongoing persecution of Christians by “ISIS” and other terrorist groups), what can we heirs to Christian civilization do? What is the Christian response to be if we are to save what is left of the West, so that it might rise again?
Naturally, I turned to my otherworldly expert for advice on how the West should counter present-day Islamic aggression.
First, as a good Catholic Belloc, urged that the NATO nations and other countries willing to pitch in should come up with and immediately implement a rescue plan to offer humanitarian asylum to all endangered Christians (and peaceful members of other religions facing Islamic persecution).
Second, Belloc envisioned all European countries of Christian origins, including Russia (though this is a long shot in the current geopolitical situation), and their erstwhile colonies that are Christian, including Latin America, forming a coalition of armed forces to attack and destroy the forces of the Islamic State and its allies and lookalikes.
He cautioned that, of course, such a coalition should strictly abide by just-war principles – among other things, by stopping short of the use of nuclear weapons and other WMDs, giving warning of attacks, and doing everything possible to save innocent lives and civilians.
Next, Belloc the historian referred to an era of European history now widely vilified, but (despite lapses) worthy of present-day emulation. He argued (also a long shot) that if the Islamic nations were signing on for jihadism, bent on killing and maiming, we of the West should once again don the Crusader’s cross, seeking from Pope Francis the customary plenary indulgence and the blessings of our separated Christian brethren, the Orthodox churches of the East.
Assuming that such a modern Crusade would meet with the success (unfortunately, temporary) of the one that wrested away control of the Holy Land from Muslim invaders in 1099, Belloc advised that we confiscate our defeated foes’ weapons, reopen all formerly closed Christian places of worship, and rebuild the demolished churches, financing the reconstruction with money from the oil-rich Muslim countries (such as Saudi Arabia and others) that have armed the jihadists.
Of course, Muslims in these territories should be allowed freedom of worship, but their (rebuilt) mosques should be open for all to see and hear the proceedings to prevent any secret incitement to violence against Christians or other peaceful religions or sects in the Middle East.
Before taking leave, Belloc emphasized that, given the sad state of Christianity in the West, only the measures mentioned above would have any chance of holding back the forces of Islam from conquering all of Europe and the Americas.
St. George, pray for us! As my good friend Hilaire reminded me in my sleep, to keep the peace, prepare for war.
Why was my friend Hilaire so prescient in seeing the revival of militant Islam? Perhaps in part because he witnessed two unnecessary World Wars, in the course of which he lost two sons and a multitude of friends. In addition, he foresaw both in England and in the United States the decline of Christianity and its morality, with the resulting journey along the Road to Serfdom.
So when others did not, he foresaw the ominous resurrection of militant Islam, now armed with deadly weapons of destruction; he also perceived, perhaps correctly, the West’s weakness and corruption. Now that we are no longer worshipping the triune God of Christianity, our civilization is ripe to worship the false god of Mohammed.
Newly Blessed Pope Paul VI once famously said, “No more war! Never again war! If you wish to be brothers, drop your weapons.” But as Hilaire admonished me in the dream, make sure they drop theirs first.

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O problema de hoje é que os muçulmanos, por vezes terroristas, moram em terras cristãs. A maioria dos muçulmanos é pacífica e se adaptou ao ocidente. Mas o avanço do Islã hoje em terras cristãs é tão forte que há muitas cidades européias com mais mesquitas que igrejas cristãs.

Há bairros europeus em que a lei é a sharia. Belloc previu isso. Mas os Cruzados, não.

Qualquer cruzada hoje teria que começar necessariamente  em casa. Primeiro cristianizando de novo o mundo dito cristão.

sábado, 13 de dezembro de 2014

Manipulação do Vaticano para Destruir a Doutrina Católica?


Ando lendo sobre a continuação do sínodo da família que ocorrerá em 2015. O Vaticano soltou o tal lineamenta, que decreve o modo que seguirá o sínodo. O problema é que o lineamenta manteve parágrafos que não foram aprovados pelos bispos durante o sínodo deste ano! Isto mesmo, o Papa Francisco insiste em questões negadas pelos bispos. Estes parágrafos tratam de homossexualidade e comunhão para divorciados.

Ora, a base de toda a Doutrina Social da Igreja é o casamento! Como bem esclareceu Dr. Jeff Mirus. A família é a base cristã, e, em termos seculares, é a base de um país, o estado da família determina o futuro do país. Dr. Jeff Mirus recomendou um livro chamado Reclaiming Catholic Social Doctrine do Dr. Anthony Esolen

E a base da Igreja Católica é a Eucaristia!!!!

Abertura para comunhão de divorciados que se casaram de novo ou exaltação da homossexualidade vão no sentido de destruir o principal sacramento da Igreja e enfraquecer a ideia de casamento. O casamento se torna apenas uma cerimônia que pode ser feita por um casal heterossexual, homossexual, ou mesmo em poligamia e até quem sabem com animais (bestialidade). Como dizia o Papa Paulo VI, o diabo só precisa de uma fresta, e o sínodo está abrindo a porteira.

O Padre John Zuhlsdorf  acusou o Vaticano (Papa Francisco) de manipulação do sínodo.

E Sandro Magister colocou a opinião do Cardeal Velasio de Paolis, que alertou que o sínodo está mexendo sem pudor na Doutrina Católica milenar e oferecendo sacrilégios que podem destruir o próprio sentido da Eucaristia.

O Papa Francisco gosta de falar que os conservadores "têm medo" das novidades, que deviam ser mais abertos. Apesar de dizer que não deseja mudar a Doutrina. 

Quem lendo as palavras ditas pelo Papa Francisco ou vendo ele falar confia no que ele diz? 

Ele fala sempre com um sorriso no rosto, como quem domina (manipula?) a situação. Perdão, Papa Francisco, mas o Vossa Santidade não me deixa nenhum um pouco seguro. Se fosse um político, o Sr. já teria perdido meu apoio há muito tempo.

Eu me defino como Católico (não preciso do termo conservador, sou apenas Católico). E eu tenho realmente muito medo mesmo de hereges. O impacto deles é terrível.